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Presidente do PL não teme que Clã Bolsonaro interfira em nomes de MT

Presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho não teme que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irão interferir nos nomes definidos como pré-candidatos ao Governo e ao Senado no estado, como ocorre em Santa Catarina, Ceará e no Rio de Janeiro. O motivo, segundo o dirigente, é porque os nomes são “cabeças de chapa” e não de outros partidos. 

“O Flávio Bolsonaro é muito alinhado ao senador Wellington, faz parte do mesmo bloco no Senado. Agora, política é uma arte de ficar conversando todos os dias, todas as horas, todo momento, até porque o alimento do político é a conversa, é a palavra, então nós não estamos de forma alguma distante de continuarmos conversando até porque nós precisamos buscar mais aliados para essa corrente de uma candidatura a governo do Estado de Mato Grosso”, declarou na útlima quinta-feira (4). 

Um dia antes, na quarta-feira (3), o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto deu aval para a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo e reiterou o deputado federal José Medeiros ao Senado em 2026. Questionado se teme que Michelle e os enteados vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) interfiram, Ananias disse que não. 

“Olha, a liderança da nossa primeira-dama Michelle Bolsonaro é incontestável dentro do PL. É uma pessoa que tem opinião, ela tem também sabedoria e discernimento, mas a situação de candidaturas é totalmente diferente do Ceará. No Ceará o PL está indo ao apoio, aqui nós somos o cabeça, então é totalmente diferente, distinto e nós vamos ouvir opinião, lógico, mas não creio que haverá divergência”, garantiu.

No Ceará, na última semana, Michelle disse que foi precipitado por parte do deputado federal André Fernandes (PL) buscar o apoio de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo. Ela defende que seja o senador Eduardo Girão (Novo). Em Santa Catarina, o nome ao Senado era da deputada federal Carol De Toni (PL), mas Eduardo Bolsonaro quer que o irmão, Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro, seja o candidato, gerando racha na sigla. 

Por fim, mais recentemente, Michelle não quer que o PL apoie a candidatura de Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, ao Governo. Toda a polêmica se deu em apenas uma semana após a prisão definitiva de Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal, onde cumpre a pena de 27 anos e 3 de reclusão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. 

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