Deputado nega esquema com desembargador: “entrei de gaiato”

O deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou nesta segunda-feira (15), durante entrevista à Rádio Cultura FM, que foi incluído sem motivo na investigação da Operação Gemini, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ao comentar o caso, o parlamentar disse acreditar que foi envolvido por ser uma figura pública.
Ele afirmou que pretende provar sua inocência. “Fui lá em Brasília e o pessoal disse: ‘Faissal, você entrou de gaiato’. Infelizmente. É um ano político e pegaram uma pessoa publicamente exposta. Fizeram isso com a minha vida”, lamentou.
Faissal também declarou que deseja que a investigação avance rapidamente para que possa prestar esclarecimentos. “Estou muito tranquilo. Só queria que o processo corresse o mais rápido possível para eu provar minha inocência. Eu queria ser ouvido dentro do processo”, finalizou.
O deputado foi um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Segundo as investigações, um desembargador da Corte estadual teria utilizado pessoas de confiança para movimentar recursos, quitar despesas pessoais e realizar negociações imobiliárias consideradas suspeitas, com o objetivo de ocultar patrimônio e dar aparência de legalidade a valores supostamente obtidos de forma ilícita.
A Polícia Federal afirma que identificou mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques em espécie, além de repasses considerados sem justificativa comercial envolvendo empresas do agronegócio que possuíam processos em tramitação no tribunal. Além de Faissal, também foram alvos da operação o empresário Luciano Cândido Amaral, apontado como suposto operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos, o advogado Bruno Castro e o ex-prefeito de Cláudia, Vilmar Giachini (MDB).
