Política

Secretário alega que deputada deu “tiro pela culatra” no PRD de MT

3 min de leitura
Compartilhar

O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, afirmou que a chegada de Aluízio Lima, ex-vereador e assessor político da deputada estadual Janaína Riva (MDB), ao comando do PRD no Estado expôs quem estaria por trás da articulação que retirou seu grupo político do controle da legenda. De acordo com ele, a mudança acabou tendo efeito contrário ao pretendido.

Ou seja, fortaleceu sua base aliada e esvaziando a sigla. “Finalmente mostraram a digital de quem realmente fez toda essa negociação ou negociata com o PRD a nível Brasil. Mas nada melhor do que um dia após o outro. Estou muito feliz hoje com a filiação dos nossos prefeitos. Só o tempo é o senhor da verdade e o senhor da razão”, declarou nesta segunda-feira (15). 

O ex-presidente avaliou ainda que a tentativa de controlar a sigla para atrair lideranças políticas não surtiu efeito e acabou produzindo o resultado inverso. “Se naquele momento eles estavam querendo assumir o PRD para conquistar suas lideranças, realmente o tiro saiu pela culatra porque não vai ficar ninguém no PRD”, ironizou.

Ainda segundo ele, vereadores aguardam a janela partidária de 2028 para se desligarem do partido. “A quantidade de vereadores que eu já recebi de telefonemas, só que não podem sair do PRD hoje em função da janela partidária, é muito grande. Esses vereadores também irão caminhar com o mesmo grupo político que formou o PRD”, revelou.

Ele também destacou a filiação recente de quatro prefeitos ao Republicanos como indicativo do fortalecimento do grupo após a perda do comando do partido. São eles Rodrigo Benassi, de Colíder; Gilmar Reinoldo Wentz, de Querência; Sidnei Lopes, de Indiavaí; e Nei da Farmácia, de Juara, município considerado “berço político” da família de Janaína. 

Para Mauro, a nova direção partidária enfrentará dificuldades para reorganizar a estrutura do PRD visando as eleições de 2026. “Não tem nem chapa estadual, não tem nem chapa federal, não tem candidatura majoritária. Que partido é esse que foi desmontado e não apresentou para a sociedade mato-grossense nenhum candidato?”, questionou

Ao comentar se a movimentação teve como objetivo enfraquecer seu grupo político, Mauro afirmou que o resultado foi justamente o oposto. “Eu não sei se essa intenção era enfraquecer o nosso grupo, mas o tiro saiu pela culatra, porque hoje nós estamos muito mais fortes e muito mais unidos em função do que aconteceu no PRD. Eu até queria saber que estratégia é essa que você toma o partido e não tem chapa nenhuma, não tem candidato majoritário nenhum. Eu nunca vi isso na política”, disparou. 

Publicidade

Publicidade