Mato Grosso

Max reage à polêmica e nega perseguição: “Assembleia quer respostas sobre o BRT”

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), negou que o Parlamento esteja promovendo qualquer tipo de perseguição relacionada às obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido). Em declaração nesta quarta-feira (15), o deputado afirmou que o objetivo da Casa é cobrar informações sobre a conclusão do empreendimento, diante dos sucessivos atrasos no cronograma.

Segundo Max, a principal preocupação dos deputados é saber quando a obra será efetivamente entregue à população. “A Assembleia não quer perseguir ninguém, não quer nada nesse sentido. A Assembleia quer a conclusão da obra. Dá uma data e não se conclui”, afirmou durante conversa com a imprensa.

O parlamentar destacou ainda os impactos que a demora na execução do projeto causa à população, principalmente em razão dos transtornos no trânsito da Capital. “Trânsito é algo que incomoda, incomoda a todos. É o trabalhador que tem que sair de casa mais cedo para chegar no trabalho, é o trabalhador que chega mais tarde em casa saindo do seu serviço, ou seja, prejudica todo mundo”, declarou.

As declarações ocorreram após a repercussão da audiência pública realizada na última segunda-feira (13), quando o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, deixou a sessão antes do encerramento. Durante o encontro, convocado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), o secretário afirmou que havia assuntos sobre os quais gostaria de falar, mas que não poderia, acrescentando que permanecer na audiência poderia levá-lo a passar mal.

O episódio ganhou novos desdobramentos após o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) comentar a situação e citar supostas irregularidades envolvendo as obras do antigo VLT. Na ocasião, o governador afirmou que Lúdio Cabral poderia ter sido beneficiado por recursos desviados durante a execução daquele projeto.

Ao comentar o caso, Max Russi defendeu que eventuais denúncias sejam encaminhadas aos órgãos competentes para investigação, sem que isso interfira na prioridade de concluir o BRT. “Acho que temos que cuidar agora de terminar essa obra. Se teve problema no passado ou se tem alguma denúncia, ela deve ser apurada”, afirmou.

O presidente da Assembleia também avaliou como correta a decisão de permitir que o secretário deixasse a audiência ao relatar problemas de saúde. “Agora, a questão de saúde, se a pessoa está passando mal, você vai segurar a pessoa ali? Não tem como. Acho que agiu de forma correta. Agora, queremos que ele volte e tire essas dúvidas dos deputados”, concluiu.

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