Renan Santos defende diálogo após eleição e oferece propostas econômicas ao novo governo
Um dia depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o presidente do MBL e do partido Missão, Renan Santos, defendeu diálogo entre as forças políticas e se colocou à disposição para ajudar com soluções econômicas para o país. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (26).
“Ainda há um país a se resolver”, afirmou. Renan disse que a urna não foi fraudada e descartou pedidos de impeachment. Ele também alertou para o risco de um ataque especulativo, com saída de investidores estrangeiros, queda da bolsa e alta do dólar, o que poderia encarecer alimentos e combustíveis.
Propostas
Entre as propostas, Renan citou a aprovação no Congresso de um pacote de ajustes para “ajudar a gente a sair da crise”, mudanças nas leis eleitorais para conter a atuação de influenciadores na Câmara dos Deputados e a definição de uma agenda comum de recuperação ainda antes do fim do ano. Ele disse que vai divulgar em seus perfis sugestões tiradas do seu livro de propostas para o novo governo e o Parlamento.
O ex-candidato também criticou a oposição. “No fundo, no coração deles, estão vibrando que o Lula ganhou”, disse. O deputado federal Elias Jabbour (PCdoB) respondeu ao vídeo e se colocou à disposição para conversar: “Chegou a hora de buscar sínteses ao nosso país!”
Resultado nas urnas
No primeiro turno, Renan Santos teve 2,24% dos votos para presidente. O Missão elegeu dois parlamentares, ambos em São Paulo: Kim Kataguiri, para a Câmara dos Deputados, e Rafa Minato, para a Assembleia Legislativa. O número não foi suficiente para superar a cláusula de barreira, o que deixa o partido sem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV.
Segundo a Gazeta do Povo, a campanha de Renan arrecadou cerca de R$ 3 milhões, e o partido recebeu cerca de R$ 3,3 milhões do Fundo Eleitoral. Após o resultado, Renan afirmou que o partido vai se organizar “de verdade” e prometeu um tom mais moderado.
Com informações do Estado de Minas e da Gazeta do Povo.

