Judiciário

Decisão do STJ aponta “folha paralela” de R$ 48 milhões no TCE-MT; presidente teria recebido R$ 15 milhões

2 min de leitura
Compartilhar

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que levou à prisão preventiva do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, descreve o que a investigação chama de uma “folha paralela” dentro da Corte. Segundo trechos da decisão do ministro Og Fernandes divulgados por Olhar Direto, VG Notícias e Muvuca Popular nesta quinta-feira (29), extratos bancários mostram créditos de cerca de R$ 48,4 milhões para o grupo de conselheiros investigados, enquanto o Portal da Transparência registrava pouco mais de R$ 2,2 milhões para eles.

Pagamentos fora da folha comum

De acordo com as reportagens, o dinheiro saía da conta do próprio TCE-MT, abastecida pelo repasse mensal do Estado (duodécimo), mas não passava pela folha de pagamento ordinária. Os valores eram processados como se fossem pagamentos a fornecedores ou por meio de ordens bancárias avulsas. A decisão indica que essa estrutura teria continuado a funcionar em 2025 e 2026.

Os valores citados

Segundo a decisão, Sérgio Ricardo teria recebido cerca de R$ 15,4 milhões em 101 lançamentos, enquanto o Portal da Transparência mostrava R$ 288,5 mil. O Muvuca Popular informa que a PF também listou 150 saques em espécie nas contas do conselheiro, que somam R$ 15,6 milhões. Ao conselheiro afastado Guilherme Maluf são atribuídos cerca de R$ 10,6 milhões. O maior valor individual, de R$ 32,3 milhões, é atribuído ao consultor jurídico-geral do tribunal, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, apontado na investigação como articulador do esquema, segundo VG Notícias e Muvuca Popular. O VG Notícias informa ainda que a PF identificou R$ 75,8 milhões em movimentações consideradas suspeitas.

Os números são fluxos financeiros apontados pela investigação e não devem ser somados como prejuízos diferentes. Eles ainda serão analisados no processo.

Outro lado

Os citados são investigados e não foram denunciados nem condenados; a prisão preventiva e os afastamentos são medidas cautelares. Até a publicação desta matéria, as defesas de Sérgio Ricardo, Guilherme Maluf e Grhegory Maia não haviam se manifestado publicamente sobre os valores, e o TCE-MT não havia divulgado nota. O espaço segue aberto.

Com informações de Olhar Direto, VG Notícias, Muvuca Popular, HNT e FolhaMax.

📲 Compartilhar no WhatsApp

📩 Receba as notícias do TMP no seu e-mail: assine a newsletter.

Publicidade

Publicidade