Funcionário da Casa Branca organizou jato que levou Flávio Bolsonaro aos EUA, diz New York Times
Um funcionário da Casa Branca ajudou a organizar o jato particular que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, segundo reportagem do jornal norte-americano The New York Times publicada nesta quinta-feira (29). De acordo com o jornal, o responsável foi Jason Miller, estrategista de comunicação ligado a Donald Trump e aliado da família Bolsonaro. A informação foi repercutida no Brasil por veículos como SBT News, O Antagonista e Metrópoles.
Contato com Eduardo
Segundo o relato do NYT reproduzido pela imprensa brasileira, a viagem começou a ser organizada depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse os passaportes. Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, teria mantido contato com Miller durante os preparativos. O avião saiu da Argentina, fez escala para reabastecer no Equador e seguiu para Miami, onde Flávio desembarcou com a família na quarta-feira (28).
Ainda de acordo com o jornal, Trump autorizou que Flávio e a família recebessem permissão temporária para ficar no país, por meio do mecanismo migratório conhecido como parole. A Casa Branca não comentou especificamente a participação de Miller, e ele não quis se manifestar ao NYT, segundo as reportagens.
O que diz Flávio
Flávio é investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em apuração que envolve também o advogado Willer Tomaz. Ele nega ter fugido e afirma ser vítima de perseguição política. Segundo a PF, citada pelo Metrópoles, o senador só passa a ser considerado foragido se tiver a prisão preventiva decretada.
Com informações de The New York Times, SBT News, O Antagonista, Metrópoles e Poder360.
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