Na CPAC, em Mar-a-Lago, Flávio diz que “ainda não chegou o fim”; Lula o chama de “pé-frio”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, discursou na noite desta quinta-feira (5) na CPAC, a Conferência de Ação Política Conservadora, realizada em Mar-a-Lago, o resort do presidente americano Donald Trump em Palm Beach, na Flórida. “Ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer”, disse aos brasileiros, segundo a CNN Brasil e a Gazeta do Povo.
“Não foi o fim para o Brasil”
No pronunciamento, feito ao lado do organizador do evento, Matt Schlapp, Flávio citou a própria derrota e o revés do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, na terça-feira (3). “Grandes coisas estão por vir. Eu sei que não foi o fim para o Brasil e eu sei que não foi o fim para a América”, afirmou. O senador também falou em fé: “Deus está sempre no controle de tudo. A porta que Ele abre ninguém fecha e a porta que Ele fecha ninguém abre”.
O irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA, também estava no evento e foi apresentado como “membro da Câmara de Deputados em exílio”, segundo a CNN. Os dois se encontraram com o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”. Flávio já admitiu que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, financiou o filme, mas diz que a operação foi legal e sem dinheiro público.
Lula: “pé-frio”
Na mesma noite, em live com o deputado André Janones, Lula chamou o adversário de “pé-frio”. “Chegou nos Estados Unidos e o Trump perdeu. Foi lá para pegar proteção. […] Vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que tem”, disse o presidente, segundo a CNN Brasil.
Flávio deixou o Brasil logo depois do segundo turno, apesar de medidas cautelares do STF que o proibiam de sair do país e mandavam entregar os passaportes. Segundo a Gazeta do Povo, ele é alvo de dois inquéritos no Supremo, mas não é réu nem é considerado foragido; a Polícia Federal apura como foi feita a saída. O senador nega que tenha fugido e diz ser vítima de perseguição política.
Com informações de CNN Brasil e Gazeta do Povo.
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