Mato Grosso

Câmaras de MT ampliam verbas de vereadores; em Marcelândia, dinheiro sai sem nota fiscal

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Duas câmaras do interior de Mato Grosso garantiram mais dinheiro para os próprios vereadores. Em Marcelândia, uma lei sancionada pelo prefeito Celso Luiz Padovani libera verba indenizatória mensal de R$ 3 mil para cada vereador e de R$ 4,6 mil para o presidente da Câmara, sem exigir notas fiscais. Em Torixoréu, a verba foi elevada para R$ 5 mil por mês, e a do presidente, para R$ 6,2 mil.

Marcelândia: relatório no lugar de nota fiscal

A Lei Municipal nº 1.264/2026 foi publicada na segunda-feira (26) no Jornal Oficial dos Municípios e já está em vigor, segundo o RepórterMT. Em vez de comprovar os gastos com notas, o vereador precisa apenas entregar um relatório mensal de atividades, que deve ser publicado no Portal da Transparência da Câmara. A lei prevê desconto de um quarto do benefício para cada sessão perdida sem justificativa.

Torixoréu: até R$ 16,7 mil por mês para o presidente

Em Torixoréu, a Lei Complementar nº 116/2026, sancionada pelo prefeito Thiago Timo Oliveira (PSB), passa a valer em 1º de janeiro de 2027. Se todos recebem o valor cheio, o gasto chega a R$ 46,2 mil por mês, ou R$ 554,4 mil por ano. Somada ao salário, a verba pode levar o ganho mensal a R$ 12 mil por vereador e R$ 16,7 mil para o presidente da Câmara, segundo o HNT. A lei também fixou diária de viagem de R$ 1 mil, de acordo com o RepórterMT, e não detalha quais despesas a verba deve cobrir nem como será a prestação de contas.

A falta de comprovação de gastos é alvo frequente do Ministério Público. Em outros municípios do estado, a Justiça já suspendeu verbas indenizatórias de vereadores a pedido do MPMT.

As Câmaras de Marcelândia e de Torixoréu e os prefeitos que sancionaram as leis não haviam se manifestado publicamente sobre as críticas até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Com informações de RepórterMT, HNT, Fatos de Mato Grosso e MPMT.

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