Os dados correspondem ao cenário estimulado, no qual os entrevistados dizem em quem vão votar com base em uma lista dos candidatos. Brancos e nulos somam 5%, e 2% dos eleitores afirmam não saber quem escolher.
Na pesquisa anterior, de 10 de setembro, o resultado apontava o candidado PT à frente com 51% das intenções de voto. Já o atual mandatário teve 42%.
A consulta entrevistou 3.008 pessoas entre os dias 15 e 17 de setembro, em 184 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o número BR-02707/2022.
Na sondagem espontânea, modalidade em que os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, o petista aparece com 48%, e o atual presidente tem 42%.
A pesquisa é divulgada um dia após o primeiro debate entre os dois candidatos depois do primeiro turno, que terminou com Lula na liderança com 48,43% contra 43,20% de Bolsonaro. O segundo turno das eleições ocorre no próximo dia 30 de outubro.
Rejeição
O levantamento também apontou que 46% dos eleitores não votariam de jeito nenhum no candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. Os que dizem o mesmo de Lula são 41%.
A rejeição a Bolsonaro oscilou dois pontos negativos em comparação com a consulta anterior, enquanto Lula variou um para cima.
Investigação
Os institutos de pesquisa têm sofrido uma série de críticas sobre a diferença entre as sondagens da véspera do pleito e o resultado das urnas. Na semana passada, a Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) chegaram a abrir investigações sobre o caso, mas foram suspensas.
A Câmara dos Deputados pautou para esta terça-feira (18/10) a urgência para votação do Projeto de Lei 2.567/2022, que pune os institutos de pesquisas eleitorais com números divergentes, acima da margem de erro, dos resultados oficiais das eleições.