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Lula chama saída de Flávio Bolsonaro de “vergonhosa”; autoridades dos EUA dizem que senador deixou o país com a família

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “vergonhosa” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), dia em que Lula completou 81 anos e dois dias depois de vencer Flávio no segundo turno da eleição presidencial.

“Quem não deve não teme”

Segundo o Metrópoles e o jornal O Povo, Lula disse lamentar que o adversário tenha deixado o país, porque ele poderia ter ficado para provar que as acusações contra ele são falsas. “Quem não deve não teme”, afirmou o presidente, que também usou a expressão “lamber botas dos EUA” para criticar a relação da família Bolsonaro com o governo americano.

Família nos Estados Unidos

Autoridades do governo americano, ouvidas por veículos como o Terra e a Reuters, afirmaram que Flávio deixou o Brasil na terça com a esposa e as duas filhas, depois de passar pela Argentina. O Departamento de Estado informou que vai conceder vistos ao senador e à família. Segundo o SBT News, fontes ligadas ao senador dizem que ele já se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro, na Flórida. Até a publicação desta matéria, o senador não havia confirmado publicamente onde está.

Um advogado mexicano aliado de Donald Trump, Simón Levy, escreveu nas redes que os EUA teriam autorizado asilo político a Flávio. Essa informação não foi confirmada pelo governo americano, que até agora fala apenas em vistos.

Passaportes cancelados e pedido de prisão

Flávio foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, de sair do país e não entregou os passaportes no prazo de 24 horas, que venceu na manhã de terça. A Polícia Federal cancelou os documentos. Deputados do PT pediram a Moraes a prisão preventiva do senador e a inclusão do nome dele na difusão vermelha da Interpol. Até agora não há decisão sobre o pedido nem manifestação pública da Procuradoria-Geral da República, e, sem mandado de prisão, ele não é considerado foragido.

O senador é investigado em inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e nega irregularidades.

Com informações de Metrópoles, O Povo, Terra, SBT News, Reuters, Gazeta do Povo, Poder360 e Agência Brasil.

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