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PF apreende caixas de munição, e Jefferson vai responder por quádrupla tentativa de homicídio

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A Polícia Federal apreendeu diversas caixas com munições de diversos calibres na casa do ex-deputado Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele foi preso em flagrante neste domingo (23) e foi indiciado por quatro tentativas de homicídio contra policiais, com granadas e tiros.

Até o fim da noite ainda não havia o balanço do número de balas encontradas.

PF lavrou o procedimento de prisão em flagrante e também vai investigar como o ex-deputado teve acesso aos equipamentos e munições.

O presidente do PTB foi preso no domingo depois de horas de resistência. Como mostrou a Folha, foram mais de 20 disparos.

Dois servidores da Polícia Federal que participavam da ação ficaram feridos pelos estilhaços da granada e foram levados ao hospital, sendo liberados em seguida.

Ao todo, seis policiais participavam do trabalho na casa de Jefferson.

“Como se vê, a conduta de Roberto Jefferson, ao atirar nos agentes policiais, configura, em tese, duplo crime de homicídio, na forma tentada, encontrando-se o agente em estado de flagrância, nos termos do art. 302 do Código de Processo Penal”, afirmou Moraes em trecho de uma segunda decisão.

O inquérito será conduzido na superintendência da PF no Rio Janeiro. O presidente do PTB foi levado para o presídio de Benfica.

Em conversa com policiais dentro de sua casa, o ex-deputado disse que não atirou para atingir os agentes federais que participavam da ação. Vídeo que circula nas redes exibe Jefferson afirmando que as duas granadas jogadas eram de efeito moral e que disparou apenas contra a viatura quando não havia policiais dentro.

“Eu quero dizer uma coisa. Não atirei neles, eles sabem disso, eles sabem disso. Eu cheguei, eles estavam embaixo. Eu falei: vocês não têm como me levar, vocês não estão armados. Todo mundo sem colete, de peito nu”, disse o petebista ao policial. A versão de Jefferson é que “só” um policial atirou nele, um “magrinho”.

Em prisão domiciliar, o ex-deputado foi alvo da ação porque, segundo o ministro, descumprira medidas impostas pelo Supremo dentro de uma ação penal em que ele é réu por incitação ao crime e ataque a instituições.

Fonte: Folha

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