PF volta a mirar deputado reeleito do Rio por contratos de R$ 200 milhões em castração de animais
A Polícia Federal fez nesta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Castratio, que tem como alvo o deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). Agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Contratos de castração de animais
A investigação apura suspeitas de superfaturamento e fraude em licitações em contratos de cerca de R$ 200 milhões da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro com uma empresa de castração e esterilização de animais. Queiroz comandou a pasta entre 2019 e 2022, no governo estadual. Segundo a PF, ele pode ser indiciado por peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. A PF também analisa a evolução do patrimônio declarado pelo deputado à Justiça Eleitoral.
Primeira fase foi em maio
A primeira fase da operação ocorreu em 12 de maio, com 12 mandados no Rio e em São Paulo. Na ocasião, a PF informou que apurava 19 contratos, somando cerca de R$ 193 milhões, que teriam beneficiado a empresa Consuvet por meio de licitações direcionadas. A empresa foi criada meses antes de assinar o primeiro contrato com a secretaria, em julho de 2021. O grupo investigado também pode responder por organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitação.
Até aqui, Marcelo Queiroz é investigado e não foi denunciado nem condenado.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa afirmou que o deputado nunca participou nem teve conhecimento de qualquer ilegalidade, que prestou esclarecimentos de forma espontânea e que os contratos passaram pelo Tribunal de Contas e pela Controladoria sem apontamento de irregularidade. Em maio, Queiroz negou enriquecimento ilícito e disse que o aumento do patrimônio veio de herança.
Com informações de Gazeta do Povo, O Povo, InfoMoney, SBT News, Agência Brasil e STF.
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