Política

Pré-candidato a governador critica adversários e fala de fim de privilégios

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O pré-candidato ao governo de Mato Grosso, o publicitário Rafael Milas, do partido Missão, sigla ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), que está em Rondonópolis em pré-campanha e para participar de evento do partido neste sábado (30), no GrandBeer, a partir das 19h30, em visita ao A TRIBUNA nesta sexta-feira, criticou os demais pré-candidatos ao governo do estado e afirmou que pretende encarar a disputa eleitoral para que Mato Grosso não fique refém de privilégios e de candidatos que “não têm ideia” para o Estado.

Milas, que integra o MBL desde 2016 e é presidente estadual do Missão, partido criado há 7 meses, explica que a pré-candidatura a governador veio a partir de um pedido do pré-candidato do partido à presidência, Renan Santos, que vê Mato Grosso como o celeiro do mundo e como solução para o Brasil.

“Então, o partido tinha que ter um candidato ao governo do Estado aqui”, destaca.

Milas também aponta a sua frustração com o atual rumo da política em Mato Grosso como uma das motivações para participar da disputa. Para ele, os atuais pré-candidatos não têm imaginação para resolver as questões do estado, que hoje, apesar de ter uma grande produção e riqueza, continua focado nos privilégios da classe política e do alto escalão do setor público.

“A pauta deles [dos pré-candidatos ao governo do estado] é ficar discutindo e provando quem é mais bolsonarista. Quem é o mais amado por Bolsonaro”, dispara e acrescenta que acha isso muito pouco para um Estado que deveria ter políticos debatendo sobre o desenvolvimento, sobre investimentos em infraestrutura logística, em tecnologia, em políticas para industrialização, em acabar com os privilégios da classe política e do alto escalão do setor público.

“O bolsonarismo não é direita”, disse e exemplificou: “os deputados, os prefeitos, os pré-candidatos ao governo que se dizem de direita aqui em Mato Grosso são nacionalistas com ideias ‘mofadas’ que enxergam o Brasil da década de 70”, criticou.

Para Milas, é preciso ter vontade de pensar em propor algo de diferente para a gestão do estado.

“Vamos discutir tecnologia, como o GPS próprio de Mato Grosso, para o agronegócio. Vamos trazer montadoras chinesas para o estado. Se a China quer a produção, tem que investir aqui. Traz uma montadora de veículos. Se querem terras raras, que invistam em infraestrutura, em tecnologia aqui”, apontou.

“E vamos acabar com os privilégios da classe política. Olha o prefeito de Rondonópolis. Ele tem o maior salário do Brasil, enquanto a cidade tem problemas na saúde, na educação”, disse, argumentando que esse privilégio da classe política e do alto escalão do setor público no estado contribui para manter “pequenas ilhas” de grandes produtores ricos e a população, em sua maioria, pobre. “Não é uma caça às bruxas, mas é preciso debater sobre esse privilégio”, concluiu.

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