
O vereador Samir Japonês (PL) protagonizou um embate acalorado durante a sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande, nesta terça-feira (29), ao rebater o colega Cleyton Nassarden Guerra, o Sardinha (MDB). O liberal criticou o parlamentar e mencionou duas “acusações pesadas”, incluindo o rumor de que Sardinha teria sido flagrado em momentos íntimos com uma suposta amante, que é servidora do Legislativo, dentro do gabinete no mês de setembro.
Tudo começou quando Sardinha subiu na tribuna para criticar o Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) e cobrar para que a prefeita Flávia Moretti (PL) assuma a “cadeira que é dela”. “Nós vereadores não temos o poder da caneta. Quem manda é a Flávia e já falei isso pra ela. Ela tem que assumir a camisa 10. A caneta é dela”, disse sobre a condução da autarquia.
Sem mencionar diretamente o nome, Sardinha criticou ainda o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), padrinho político de Samir e “comandante” do DAE. “Eu nunca precisei que ninguém me acomodasse em lugar nenhum, que alguém desse um jeitinho para ajeitar minha vida porque eu sempre fui concursado e depois votado pelo povo. Eu não tenho padrinho político”, disparou.
O emedebista, que é vice-líder da gestão, ainda falou que só aceitou a ocupação por harmonia e cutucou novamente Samir, que é suplente e está no lugar de Lucas Chapéu do Sol (PL), que é secretário de Serviços Públicos. “Eu falo o que eu quiser em prol do povo de VG. Com relação à vice-liderança, só aceitei para que houvesse harmonia, mas se está incomodando que peguem ela e a levem para casa. Quem sabe assim o senhor seja reprovado novamente nas urnas porque eu não tenho que provar nada a ninguém. Foi o povo que me colocou aqui”, disse.
CONFUSÃO
Quando Samir usou a tribuna, não poupou críticas. Ele não é mais líder do governo de Moretti. “Tenho orgulho de ter o Zaeli como meu padrinho. Ele gera milhares de empregos na cidade e doa o salário dele. Agora que exemplo esse cidadão [Sardinha] tem pra mostrar pras pessoas? Um cara acusado duas vezes, em duas acusações pesadas contra ele. Um cara que não tem moral pra falar nessa porcaria aqui, porque tava aqui se pegando com mulher dentro dessa Casa. Que moral que esse cidadão tem pra falar de família, de Deus?”, disparou Samir durante o pronunciamento.
O vereador ainda afirmou que tem “história e trabalho social” em Várzea Grande e que não teme os embates políticos dentro da Câmara. “Eu não sou filho de pai assustado, meu amigo. Não tenho medo. Não tenho medo de revólver. Sou macho, tá ouvindo? Então como o senhor sabe pra falar de família, olha pra sua família, meu caro colega”, completou.
Samir também direcionou críticas à gestão do sistema de abastecimento de água no município, citando nomes de responsáveis e atribuindo à administração municipal parte dos problemas enfrentados pela população. Sobrou para o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) e à atual gestora, Flávia Moretti, correligionária de Samir. “A culpa dessa porcaria dessa água é do Kalil que não resolveu, e agora principalmente dessa mentirosa da Flávia Moretti. Cadê a água? O senhor como vice-líder tem o compromisso de fiscalizar e ajudar a resolver”, disparou.
RELEMBRE O CASO
Em 3 de setembro deste ano, o vereador Cleyton Nassarden, o Sardinha, veio a público para negar rumores de que teria sido flagrado pela esposa com uma assessora dentro do próprio gabinete. À época, circularam nas redes sociais relatos de que o episódio teria resultado em uma discussão e suposta confusão nas dependências do Legislativo.
“Realmente houve uma discussão entre eu e minha esposa acerca de um documento que era para ser feito. A discussão foi até de certa forma acalorada, mas foi uma coisa normal, rotineira entre casal. Não era o local correto, mas infelizmente acontece”, declarou na ocasião.
Sardinha, no entanto, negou veementemente a versão e classificou o episódio como uma “discussão de casal” motivada por divergências sobre documentos de trabalho. Em entrevista ao Programa do Pop, da TV Cidade Verde, ele afirmou que não houve traição e criticou a repercussão do caso na imprensa.
“Deixo até um desafio: apareça alguma mulher que um dia eu fui com ousadia dentro do meu gabinete. Qualquer casal discute, o que não pode haver é agressão. Houve um tom de voz elevado, mas não houve traição. Peço desculpas”, completou o parlamentar.
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