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Prefeita de VG detona presidente da Câmara: “falta com verdade”

A tensão entre a prefeita Flávia Moretti (PL) e o presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB) piorou na última sexta-feira (28) quando a gestora acusou o parlamentar de querer tirá-la do cargo no “tapetão” devido à Comissão Processante instalada que pode cassar o mandato dela. Ela ainda afirmou que o emedebista não tem postura para comandar a Casa de Leis.

De acordo com Flávia, a processante é um “movimento político” por parte da presidência da Câmara Municipal e não dos vereadores em si. “Não vou julgar quem denunciou, mas a forma que foi aberta a Comissão Processante é que eu questiono e por isso vinculo a um posicionamento político do presidente da Casa Legislativa. É para me tirar da onde estou. O presidente da Casa que fica mandando recado para a prefeita na tribuna. Isso não é postura do presidente da Câmara, me perdoe. Ele falta com a verdade várias vezes durante as sessões. É apenas para ganhar no tapetão a prefeitura de Várzea Grande”, disparou.

A tensão de Flávia e Wanderley completa exatos 11 meses neste 1º de dezembro. Isso porque, logo no dia 1º de janeiro deste ano, ao serem empossados como chefes do Executivo e Legislativo, respectivamente, a dupla trocou farpas. Cerqueira acusou Moretti de querer trocar a indicação dele ao comando do Parlamento e desde então a relação dos dois é estremecida.

A abertura da comissão foi aprovada por 17 vereadores, número suficiente para dar início ao processo, com base em denúncia apresentada ao Legislativo pelo advogado e morador P.A.R.C., que aponta supostas irregularidades na gestão na compra de uniformes escolares. A processante será presidida pelo vereador Sardinha (MDB) e terá como relator Carlinhos Figueiredo (Republicanos), além de Enfermeiro Emerson (PP) como membro.

Por meio de nota, a Câmara de Várzea Grande se manifestou negando as acusações de Moretti e afirmando que o presidente não é o substituto imediato da prefeita caso ela seja cassada, mas sim o vice, Tião da Zaeli (PL). Além disso, ressaltou que sempre respeitou o devido processo legal em gestões anteriores, atuando dentro da lei e do interesse público.

“O presidente da Câmara não é substituto imediato do prefeito e não possui qualquer vantagem potencial em eventuais processos, que sempre tramitam com imparcialidade, assegurando ampla defesa e contraditório. O uso da Tribuna e de requerimentos é parte indissociável da atividade parlamentar e não pode ser cerceado”, destacou.

O Parlamento lembrou que nos últimos meses tem “demonstrado equilíbrio” ao rejeitar denúncia anterior contra a chefe do Executivo e, posteriormente, receber nova denúncia apresentada por meio da Ouvidoria, envolvendo suposta promoção pessoal em uniformes escolares. “Reafirma-se, portanto, o compromisso com a transparência, a imparcialidade e a harmonia entre os Poderes, sem perseguições, favorecimentos ou motivações pessoais”.

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