Política

Associação processa Ulysses Moraes por invasão e danos a universidade e pede indenização de R$ 135 mil

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A Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) protocolou uma Ação Civil Pública contra o advogado e ex-deputado estadual Ulysses Lacerda Moraes. O processo, que tramita na Comarca de Cáceres, decorre de um incidente ocorrido por volta de 30 de abril de 2026, no qual o político é acusado de invadir o Câmpus Jane Vanini, depredar materiais informativos da instituição e propagar informações falsas em suas redes sociais.

O caso teve início quando Moraes ingressou na unidade universitária munido de um aparelho celular para gravar um vídeo com teor depreciativo. Na gravação, posteriormente publicada em sua conta oficial no Instagram para cerca de 870 mil seguidores, o réu atribuiu a instalação de painéis solares na universidade a um suposto financiamento de “ditadura cubana”, afirmação classificada pela associação como objetivamente falsa. Além disso, o ex-parlamentar classificou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como “movimento terrorista” e vinculou cartazes internos a partidos comunistas.

Durante o vídeo, Moraes avançou para a depredação material ao retirar cartazes regularmente afixados nas dependências do câmpus e lançá-los ao lixo. De acordo com o documento protocolado pela associação, o réu proferiu a seguinte frase durante o ato: “isso aqui vai pro lugar de onde nunca devia ter saído, do lixo”. A petição sustenta que a conduta configura abuso do direito de manifestação e ofensa direta ao patrimônio público universitário.

A Adunemat, que representa a categoria docente, argumenta que a honra coletiva dos professores e a imagem da própria instituição foram atingidas pela massificação das ofensas. A entidade solicita uma indenização total de R$ 135 mil, sendo R$ 100 mil por danos morais coletivos e R$ 30 mil por danos institucionais próprios. A ação inclui ainda a Meta Plataformas Brasil Ltda. (Instagram) como ré subsidiária, com o objetivo de garantir a remoção definitiva do conteúdo da plataforma.

Os advogados da associação destacam o perigo de repetição dos atos, baseando-se na declaração final feita por Moraes no registro audiovisual: “Já avisei? Se colocar de novo, eu vou tirar. Diante dessa ameaça, a ação pede uma tutela de urgência para que o réu seja proibido de reingressar no campus e de publicar novas ofensas contra a comunidade acadêmica.

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