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Com medo, Medeiros exige “exclusividade” ao Senado e barra Janaína em chapa

O deputado federal José Medeiros (PL) exigiu “exclusividade” no apoio do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), em Mato Grosso e avisou  que, se o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quiser ter o MDB de Janaína Riva ou qualquer outro candidato no palanque, ele não será candidato. Segundo ele, há um acordo para que a chapa liberal lance apenas um nome ao Senado para evitar conflito de votos. 

A fala se deve após Medeiros ser questionado a respeito da “simpatia” que Flávio tem por Janaína. “Nunca se mente tanto quanto depois de uma guerra quanto durante uma eleição. O Flávio não me passou isso, porque se não for isso, tem que escolher e pôr ela como candidata. Medeiros é o candidato do PL e sou a prioridade”, disse ao Jornal de Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (09), descartando a hipótese de aliança com a nora do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo pela ala bolsonarista.

Ainda segundo Medeiros, tanto Flávio como o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, haviam assegurado que a vaga seria só dele. “Vamos ter o cuidado de lançar só um candidato do PL, justamente para a gente ter o foco de poder eleger um. Se a simpatia é por outro candidato, então tem que trocar. O partido precisa ser muito decente comigo, porque aí eu vou ter que dar um jeito de me adequar”, afirmou. 

O deputado federal garantiu que, se tiver outro candidato ao Senado na chapa do PL, irá recuar. “Isso é óbvio. Não tem como, num cenário disputado desses, você ver a simpatia do PL por outro candidato, e você vai aí disputar o que cair da mesa. Não dá para entrar numa disputa dessa assim, em dúvida. Ou a gente entra assim, fechado, monolítico, ou então não dá para ir para uma disputa assim, na dúvida”, enfatizou. 

Medeiros disse que em uma eleição disputada como caminha o pleito de 2026 é fundamental ter apoios estabelecidos. Ele lembrou da concorrência em 2020 ao Senado, quando não teve o apoio de Jair Bolsonaro (PL) na suplementar, que ocorreu devido à cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do mandato da ex-senadora Selma Arruda e de seus dois suplentes, por caixa dois e abuso do poder econômico na campanha de 2018.

Na época, Medeiros não teve o apoio de Bolsonaro. “O apoio de Jair Bolsonaro aqui em Mato Grosso conta demais porque, por exemplo, se eu não tivesse o apoio de Jair Bolsonaro, eu não sairia candidato. Já saí uma vez sem apoio e o que acontece: o eleitor gosta de mim, mas ele gosta muito mais do Bolsonaro. Então, se eu saio ao arrepio da vontade dele, isso é ruim. E se, por exemplo, no estado altamente conservador, que gosta do Bolsonaro, você sair atravessado e não tiver o apoio dele, o eleitor torce o nariz”, explicou. 

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