Alinhamento com a esquerda faz PSDB ter debandada e “perder” quase 100 mil votos em MT

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que já viveu dias de protagonismo no cenário político nacional, enfrenta um momento de preocupação em Mato Grosso às vésperas das eleições deste ano. A sigla, que em 2022 disputou o pleito federada com o Cidadania, sofreu uma debandada de nomes cotados para disputar vagas na Assembleia Legislativa e já perdeu mais de 93 mil votos em potencial com a saída ou iminente saída de filiados do partido.
No pleito eleitoral de 2022, os candidatos da federação PSDB/Cidadania somaram 142.936 votos em Mato Grosso. No entanto, decisões tomadas pela direção nacional do partido, que aproximaram a sigla tucana do governo do presidente Lula e, consequentemente, de setores da esquerda, provocaram uma debandada expressiva de filiados e lideranças.
Entre os nomes que deixaram a sigla está Damiani na TV, que em 2022 somou 24.793 votos e migrou para o MDB, partido pelo qual, inclusive, disputou a prefeitura de Sorriso em 2024. Movimento semelhante fez Francis Maris da Cometa, que obteve 18.389 votos em 2022 e trocou o PSDB pelo PL para disputar a prefeitura de Cáceres. Já o deputado suplente Adenilson Rocha, que alcançou 19.800 votos na última eleição, também deve oficializar em breve sua saída do PSDB, sendo cotado para se filiar ao PP, PRD ou PL.
Já o deputado Faissal Calil, que em 2022 integrava o Cidadania, partido que à época estava federado com o PSDB, atualmente está no PL. Na última eleição, ele somou 30.240 votos.
O enfraquecimento do PSDB em Mato Grosso também ficou evidente com a saída de Nilson Leitão, uma das principais lideranças históricas da sigla no Estado, que recentemente assumiu a presidência do PP e anunciou pré-candidatura a deputado federal. O ex-prefeito de Sorriso, Ari Lafin, que já se coloca como pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, foi outro a deixar o ninho tucano.
Com a sequência de baixas, o presidente estadual do partido, Carlos Avalone, corre contra o tempo nos bastidores para costurar alianças e montar uma chapa competitiva que, ao menos, sustente seu projeto de reeleição. Em 2022, Avalone obteve 26.594 votos, mas agora terá pela frente um cenário mais desafiador, contando com nomes menos expressivos para compor a chapa tucana na disputa pela Assembleia Legislativa.
