
O deputado estadual Júlio Campos (União) cobrou fidelidade partidária do presidente da sigla em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, que segundo ele insiste em não apoiar seu irmão, o senador Jayme Campos ao Governo do Estado nas eleições deste ano. O cacique deu um ultimato: um dos dois terá que “espirrar” do partido.
“Ocorre que, o pré-candidato ao Senado Mauro Mendes insiste em não querer que o partido tenha candidato próprio e apoie o Otaviano Pivetta, mas nós na base, os filiados, vereadores, prefeitos, deputados estaduais, queremos candidatura própria até porque é eleição em dois turnos”, declarou em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (11).
Ocorre que, desde 2025, Mauro já deixou claro que quer como seu sucesso no Palácio Paiaguás seu vice desde 2018, Otaviano Pivetta (Republicanos). Entretanto, Jayme Campos se colocou como pré-candidato.
Mendes, então, defendeu que o cacique dispute a reeleição, mas ele segue irredutível quanto à decisão de disputar o governo. Questionado se o irmão ou algum aliado tema que ocorra o mesmo que na chapa adversária, onde o prefeito Abilio Brunini (PL), que o partido tem como pré-candidato o senador Wellington Fagundes (PL), disse que ficará neutro por ser amigo de Pivetta, Júlio disse que a situação é diferente do União Brasil.
“Abilio não é candidato. Ele é prefeito em exercício e só vai disputar eleição daqui dois anos e nós não conhecemos o estatuto do PL sobre fidelidade partidária. No caso do União Brasil, o estatuto nosso é bem claro: se o Mauro Mendes está filiado e for candidato ele terá que ir para o palanque do Jayme até porque o material de campanha dele vai ter que constar o número do governador, a propaganda eleitoral também”, explicou.
Diante do impasse, o parlamentar deixou bem claro que se não haver consenso, Jayme ou Mendes terão que deixar a agremiação. “É muito difícil esse imbróglio, acredito que temos que ter um consenso. Se Mauro ou Jayme não se acertarem um vai ter que espirrar do partido”, disparou.
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