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Vetado no DC, bolsonarista raiz busca partido e teme “trairagem” em Mato Grosso

Temendo ser apunhalado pelas costas ou escanteado, o ex-presidente da Associação de Produtores do Brasil (Aprosoja), Antônio Galvan, afirmou estar cauteloso quanto ao ingresso em um novo partido após deixar o Democracia Cristã (DC) de forma dramática. O bolsonarista descartou qualquer possibilidade de disputar uma das oito cadeiras na Câmara Federal e reiterou que seu foco é uma das duas vagas ao Senado,atendendo a um ‘chamado’ do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Ele negou que tenha encontrado dificuldades para encontrar um partido de direita em Mato Grosso, um dos estados com maior eleitorado conservador do país. Em entrevista ao Jornal de Meio-Dia, da TV Vila Real, na última quarta-feira (11), citou convites do Avante, Podemos, Agir, PRD e até mesmo o Partido Liberal. 

“A dificuldade não é se filiar a um partido, é o contrário, tem vários esperando a decisão da gente. Eu quero segurança para não acontecer igual aconteceu no DC. Você fecha as filiações agora no dia 3 de abril, e chegar lá na frente numa convenção simplesmente te tirarem o direito à disputa. E você sabe que isso aí é fácil de acontecer. Quero a segurança justamente do partido. Acreditava que essa segurança a gente teria com o Democracia Cristã e, infelizmente, não tivemos”, declarou. 

Galvan deixou o Democracia Cristã (DC) após a esposa dele, Paula Boaventura, perder o comando da sigla para Paulo Cezar de Oliveira, aliado político do prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), que teria agido nos bastidores em Brasília para ‘minar’ a pré-candidatura do conservador ao Senado. 

“O ex-presidente ficou doente, perdeu a esposa no ano passado e acabou se afastando do partido. E vieram com essa proposta o deputado federal ou a suplência com a Janaína. Não tenho nada [contra], Janaína é amiga nossa, não tenho dúvida nenhuma. Agora, o que deixou a gente chateado é como é que entra o MDB no meio dessa história? Como é que entra uma candidata senatória falando para a gente ir como suplência?”, questionou. 

A suplência na chapa da deputada estadual e pré-candidata à senatória Janaína Riva (MDB) foi descartada por Galvan. “Foi a condição dada pelo atual presidente, que só teria vaga para disputar para deputado federal ou ser suplente da Janaína. Isso é estranho, a decisão veio do presidente da Nacional, João Caldas. Mas tem mais gente no meio, com certeza, que quer eleger ela também. Não tenho nada contra ela, estamos na disputa, mas tem mais gente no meio dessa conversa”, desabafou. 

Em 2022, Antonio Galvan foi o segundo mais votado, com 25,95% ou 337.003 votos, atrás apenas do senador Wellington Fagundes (PL), que acabou se relendo. Naquele ano, havia apenas uma vaga. “A gente definiu atender esse pedido do Bolsonaro que era mais fundamental ter um Senado mais ligado à direita, do que propriamente dito, a presidência do país. Nós sabemos que é fundamental você ter também o presidente, hoje é o filho dele Flávio [o pré-candidato], e a gente está atendendo essa demanda”, encerrou. 

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