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Vereador acusa secretária de usar pauta feminina para autopromoção

O vereador Marcos Vinicius Borges (PSDB) ironizou o discurso da ex-primeira-dama e secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop, Scheila Pedroso (Podemos). Ele cita que a gestora estaria usando a pauta feminina para tentar angariar votos na disputa de outubro deste ano. Os dois são pré-candidatos à Assembleia Legislativa e devem disputar ‘na unha’ os eleitores da cidade que possui 114.783 eleitores.

“Esse é o discurso de uma pré-candidata que figurava como primeira-dama na época em que Sinop protagonizou um dos piores casos de corrupção do Estado. Sim, o escândalo do desvio de R$ 87 milhões na saúde, e que matou não apenas mulheres, mas também matou idosos, homens e crianças. Nesse caso observamos que o uso da bandeira feminina soa mais como uma estratégia de autopromoção do que a real busca para as soluções”, disparou o parlamentar.

Marcos criticou que não houve manifestação de Sheila Pedroso quando várias mulheres morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e quando o prefeito Roberto Dorner (PL), que até então era marido dela, disse que ‘crianças morrem em todo lugar’, em 2023. “E se existem índices preocupantes de feminicídio, isso não se resolve por discurso ou cadeiras, resolve por gestão eficiente e valorização da segurança pública”, afirmou o tucano.

Ele cita ainda projetos apresentados por ele na Câmara de Vereadores, como o “Jornada Delegada”, a exemplo de maneiras concretas de se ampliar a segurança na cidade. “Mas isso depende de uma gestão que priorize a segurança ao invés de shows. Preparo não se define por sexo, por idade ou qualquer outro fator. Preparo se define por capacidade”, disse.

Borges criticou o fato de que a secretária não levantou bandeira de combate à corrupção. Ele relembrou ainda que, no ‘apagar das luzes’, o Legislativo aprovou um projeto de lei enviado por Dorner que instituiu o pagamento de verba indenizatória, no valor de R$ 10 mil mensais, destinada ao prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, procurador-geral e controlador-geral do município.

À época, Scheila foi uma das beneficiadas. “Diante disso, nos parece claro que não estamos diante da defesa efetiva de uma causa, mas do discurso que surge justamente na época eleitoral”.

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