Desembargadora deixa TJ e vira “esperança política” em VG

A política em Várzea Grande terá, a partir do próximo dia 4 de junho, um novo nome em seus quadros para a disputa nos próximos pleitos, a partir de 2028. A novidade se dá por conta da aposentadoria da da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por atingir a idade limite de 75 anos para atuação na magistratura.
Após anos de carreira no Judiciário matogrossense, a magistrada deixará o cargo ao atingir a idade limite prevista na legislação, abrindo caminho para novos projetos fora da toga. Nos bastidores, a movimentação já é interpretada como o início de sua inserção no cenário político, com perspectiva de participação em disputas eleitorais a partir de 2028, especialmente em Várzea Grande, município em que reside há décadas.
A desembargadora, no entanto, afirma que ainda está definindo de que forma colocará em prática seus planos de atuação no futuro. A magistrada deixou claro, porém, que irá atuar de forma firme na defesa dos direitos das mulheres, causa esta que deverá ser uma das principais bandeiras na sua trajetória caso ingresse na política.
A eventual candidatura, no entanto, ainda dependerá de definições como filiação partidária e articulações políticas, etapas que devem ocorrer após sua saída oficial do TJMT. A magistrada, que deverá disputar as eleições de 2028, também não deixou claro se irá concorrer à Prefeitura de Várzea Grande ou a outro cargo eletivo.
“Vou continuar trabalhando pelas mulheres, disso tenho certeza. Estou ainda planejando como vou fazer isso e de qual forma. Ainda não decidi exatamente como, mas com certeza vou atuar na causa”, afirmou a desembargadora. Natural de Juiz de Fora (MG), Maria Erotides Kneip construiu carreira de mais de quatro décadas na magistratura mato-grossense. Ela ingressou na Justiça em 1985, como juíza substituta, e foi promovida a juíza de Direito em 1987, passando por diversas comarcas do estado.
Ao longo da trajetória, atuou em cidades como Alto Garças, Alto Araguaia, Dom Aquino, Jaciara, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá, com destaque para a área criminal, onde exerceu funções em diferentes varas. Ela se tornou desembargadora do TJMT em abril de 2011, quando foi promovida ao cargo pelo critério de antiguidade, ocasião em que substituiu o então desembargador Díocles de Figueiredo.
