Mato Grosso

Casal Riva reage à acusação de “roubar VLT” e processa ex-governador

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O ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Geraldo Riva, e sua esposa, Janete Riva, entraram com uma ação contra o ex-governador Pedro Taques (PSB), pedindo uma indenização de R$ 40 mil por danos morais. Nos autos, o casal acusa o ex-gestor de ofender a honra dos dois ao afirmar, durante entrevistas, que eles teriam ‘roubado’ o dinheiro do VLT.

Em entrevistas recentes, o ex-governador tem feito acusações contra entes políticos. ”O Riva pai e a Riva mãe roubaram o dinheiro do VLT. Aí a culpa é minha? Aí eu apanhei porque não terminei o VLT em quatro anos, porque roubaram o dinheiro do VLT. Não fui eu, foi o Riva pai e a Riva mãe”, disse Taques, em entrevista a um podcast, em dezembro de 2025.

Na ação, os Riva acusam o ex-governador de ofender a imagem, honra e reputação do casal em sua página no Instagram, que atualmente possui pouco mais de 41 mil seguidores. As acusações contra a dupla também foram feitas em entrevistas para a imprensa e em podcasts, conteúdos que, segundo os autos, possuem nítido viés político-eleitoral.

Segundo a petição inicial, Taques tem criado narrativas sem provas de que José Geraldo Riva e Janete Riva estariam supostamente vinculados a irregularidades na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá. A ação narra que o ex-presidente da ALMT foi um importante apoiador do modal, por reconhecer seu potencial de desenvolvimento urbano e de geração de benefícios coletivos.

“O Requerido, de forma leviana e desprovida de qualquer prova concreta, distorce tal contexto histórico ao imputar aos Requerentes a prática de desvio e apropriação de verbas públicas vinculadas ao referido projeto de mobilidade urbana (VLT), construindo narrativa inverídica com o único propósito de denegrir e macular”, diz trecho da petição.

O casal Riva afirma que Taques imputa diretamente a eles a prática de desvio e apropriação de verbas públicas supostamente destinadas às obras do VLT, buscando, com isso, justificar a sua própria ineficiência administrativa à época em que exerceu o cargo de governador. Na petição, o ex-gestor tem sua atuação à frente do Palácio Paiaguás classificada como “atabalhoada”.

Para a defesa, as condutas de Taques, assim como suas falas e postagens, ultrapassam em muito os limites da liberdade de expressão e da crítica política legítima, se configurando como calúnia, injúria e difamação de forma reiterada e sistemática, com ampla difusão em ambiente digital, ou seja, em meios de comunicação de grande alcance, com o intuito de promover sua campanha ao Senado, cargo que o ex-governador disputará nas eleições deste ano.

“Diante do exposto, requer-se a condenação do Reclamado ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$ 20 mil para cada Requerente, cujo eventual resultado será destinado integramente a alguma entidade beneficente nesta Capital, isto sob o reconhecimento de que as declarações proferidas pelo Reclamado configuram abuso do direito de expressão, por imputarem fatos criminosos inverídicos aos Requerentes”, finaliza a petição.

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