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Flávio Bolsonaro deixa o país sem avisar o Senado e mandato fica sob observação

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Nos Estados Unidos desde quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o país sem avisar o Senado e sem pedir licença, segundo reportagens publicadas nesta quarta e quinta-feira. A situação coloca o mandato dele, que termina em 31 de janeiro de 2027, sob observação da Casa.

Faltas e voto a distância

De acordo com levantamento do site Agenda do Poder, Flávio já soma 11 faltas sem justificativa. Pela Constituição, perde o mandato o senador que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano sem licença ou missão oficial, mas a perda não é automática: ela precisa ser declarada pela Mesa do Senado. Segundo projeção do Times Brasil, o limite seria de cerca de 24 faltas, se o Senado fizer 71 sessões neste ano.

Há dúvidas sobre o voto remoto. Uma reportagem afirma que senadores no exterior não podem registrar presença nem votar no sistema semipresencial. Outra, do Metrópoles, diz que o sistema até permite o voto de fora do país, mas o celular usado precisa ser cadastrado pessoalmente em Brasília, e o Senado não sabe se ele levou o aparelho.

Alcolumbre espera

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não se manifestou publicamente. Segundo aliados, ele vai esperar para ver como Flávio pretende exercer o mandato antes de discutir qualquer medida. Uma licença para tratar de interesse particular, sem salário e de até 120 dias, evitaria que os dias contassem como faltas, mas não havia pedido nesse sentido até as últimas reportagens.

Flávio saiu do país depois de não entregar os passaportes, como determinou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação da PF. Em carta, ele negou ter fugido, disse ser alvo de perseguição política e afirmou que vai liderar a oposição a partir do exterior. Segundo a CNN Brasil, integrantes da cúpula da PGR consideraram a decisão de Moraes precipitada.

Com informações de Metrópoles, Agenda do Poder, Times Brasil, CNN Brasil e Jovem Pan.

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