Flávio pede ao STF que Moraes deixe investigação e que Mendonça assuma o caso
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de sexta-feira (30), três pedidos para tentar mudar o rumo da investigação sobre a relação dele com o advogado Willer Tomaz. Os advogados querem que o ministro Alexandre de Moraes deixe o caso, que a relatoria passe ao ministro André Mendonça e que seja revista a decisão que mandou recolher o passaporte do senador e o proibiu de sair do país. As petições foram reveladas pela CNN Brasil.
Dois pedidos a Fachin
Dois dos pedidos foram endereçados ao presidente do STF, Edson Fachin. No primeiro, uma questão de ordem, a defesa sustenta que Mendonça é o ministro “prevento”, ou seja, o juiz natural do caso, porque já supervisiona a Operação Sem Desconto e uma petição que apura a estrutura atribuída a Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal como “hub financeiro, patrimonial e logístico” de lavagem de dinheiro.
No segundo, os advogados pedem que Moraes seja declarado impedido e suspeito. O argumento é que a investigação envolve uma empresa que tem entre seus ativos uma aeronave cujas cotas, segundo a defesa, teriam sido destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, no contrato dela com o Banco Master. O terceiro pedido foi feito ao próprio Moraes e pede a revisão das medidas sobre o passaporte e a saída do país.
O que diz a defesa
Na petição, a defesa declara “integral disposição de colaborar com a investigação” e afirma que o senador comparecerá aos atos para os quais for chamado. Os advogados dizem que pontos citados na decisão de Moraes, como o fato de Flávio aparecer como contato favorito de Willer em aplicativo de mensagens e ter passagens pagas por ele, decorrem da amizade entre os dois. Também afirmam que o Banco Santander negou a existência da conta conjunta atribuída a ambos e que a representação da PF não aponta ato do senador ligado à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj.
Flávio e Willer são investigados pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ligação com esquemas de apostas; a apuração está em andamento e não há condenação. O senador deixou o Brasil e está nos Estados Unidos. Até a publicação desta matéria, não havia decisão do STF sobre os pedidos.
Com informações de CNN Brasil, A Tarde e BNews.
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