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Alcolumbre tenta acordo para tirar Bolsonaro da prisão e garantir reeleição no Senado, diz Poder360

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tenta costurar um acordo para tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão e, com isso, ganhar o apoio da direita para se reeleger no comando da Casa em fevereiro de 2027. A informação é do Poder360. Nenhuma proposta está fechada.

Indulto ou anistia

Segundo o Poder360, uma das hipóteses é propor ao presidente Lula (PT) um indulto humanitário a Bolsonaro, mas Alcolumbre ainda não levou a ideia ao petista, e o cenário é considerado distante. O caminho com mais chance, por ora, seria aprovar uma anistia no Congresso, que poderia ser derrubada depois pelo STF. A ideia seria tirar Bolsonaro da prisão sem devolver os direitos políticos: ele está inelegível até pelo menos 2060.

Alcolumbre quer apresentar a proposta como gesto de “pacificação nacional” e, de quebra, esvaziar a pressão por impeachment de ministros do Supremo, segundo a reportagem.

PL não quer conversa

A direita, porém, resiste. Congressistas do PL dizem que Alcolumbre já rompeu as pontes com o grupo e lembram que o projeto da dosimetria, aprovado pelo Congresso para reduzir penas, foi barrado no STF, com Alexandre de Moraes como relator. O partido decidiu lançar candidato próprio à presidência do Senado: o senador Rogério Marinho é o nome mais forte e deve ser oficializado em reunião da bancada em 4 de novembro. A senadora Tereza Cristina também se movimenta para disputar o cargo.

O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 29 das 81 cadeiras, número que pode crescer com suplentes. Alcolumbre, que tem apoio de setores do centro e da esquerda, diz contar com 48 votos; são necessários 41. O TMP não localizou manifestação pública de Alcolumbre sobre a reportagem até a publicação.

Com informações de Poder360.

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