
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), defendeu, em entrevista ao Jornal de Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta sexta-feira (13), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de cartórios no processo de regularização fundiária no Estado. Ao mesmo tempo, ele garantiu ainda que não haverá “lacração” na CPI Espelho, que investiga a Saúde estadual.
Russi rebateu críticas de que a investigação teria motivação eleitoral. Ele garantiu que o trabalho será conduzido de forma responsável e com foco em resultados.
“A CPI não pode ser usada para lacração política. Tem que ser feita de forma séria e, no final, entregar um resultado para a sociedade. A CPI da Saúde não pode ser apenas instrumento de investigação, mas também propositivo. Podemos ouvir a sociedade e construir políticas públicas para melhorar a saúde do Estado”, afirmou.
Já sobre uma investigação da atuação dos cartórios, o presidente disse que milhares de títulos de propriedade estão prontos, mas ainda não foram entregues à população. “Nós temos mais de 40 mil títulos no Estado que não avançam. Em muitos casos o processo está finalizado e falta apenas a entrega da escritura”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, o objetivo da CPI seria identificar os entraves e buscar soluções para acelerar os processos. “Queremos entender o problema e ver como a Assembleia pode ajudar. Muitas vezes, em uma investigação, você consegue avançar. Precisamos que os cartórios entendam também o papel social que têm”, declarou.
O deputado também afirmou que pretende dialogar com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso para buscar uma força-tarefa que permita destravar os processos. “Já entrei em contato com o Tribunal de Justiça para discutir uma força-tarefa. Precisamos avançar e entregar esses títulos a pessoas que esperam há 20, 30 ou até 40 anos”, encerrou.
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