Judiciário

Bolsonaristas de MT escapam de ações por golpismo no STF

3 min de leitura
Compartilhar

Considerados como uns dos líderes do bolsonarismo na região norte do Estado, a ex-prefeita e suplente de senadora, Rosana Martinelli (MDB), e o ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (Avante), ‘sobreviveram’ às investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) por conta dos atos golpistas após as eleições 2022 e de 8 de janeiro e se preparam para disputar as eleições deste ano com a meta de conquistarem uma vaga no Congresso Nacional. Os dois chegaram a ser investigados por possíveis financiamentos aos bloqueios nas rodovias de Mato Grosso, após o 2º turno das eleições de 2022, quando o presidente Lula (PT) derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Rosana Martinelli teve o passaporte apreendido em dezembro de 2022, e parte dos bens bloqueados. Ela chegou a ser barrada em um voo internacional, quando soube que não poderia deixar o país em um aeroporto em São Paulo.

“Eu tirei 10 dias de férias para ir a Romênia e para Bulgária. Pois é, não consegui. Estou em São Paulo e não vou conseguir embarcar. Meu passaporte foi cancelado e com restrição de eu deixar o País”, disse pelas redes sociais na época. “Eu só descobri isso na hora que fui fazer a imigração. Eu fiquei seis meses com as minhas contas bloqueadas, e provei que eu não financiei nenhum ato antidemocrático. Agora, tudo de novo”, emendou.

Ela foi investigada no STF por suspeita de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro. “Graças a Deus o caso foi arquivado. A Polícia Federal investigou e não encontrou nenhuma ligação minha com os atos de 8 de janeiro. Já consegui o meu passaporte de volta e o desbloqueio dos meus bens”, disse.

Já Antônio Galvan passou a ser investigado por conta do Movimento Brasil Verde e Amarelo, quando passou a ser alvo de inquérito acusado de apoiar atos antidemocráticos desde 2021 durante as comemorações de 7 de setembro, e que resultou mandado de busca e apreensão na sede da Aprosoja Brasil, e em Mato Grosso, já que a entidade foi acusada de financiar tais atos com recursos públicos, via o Fundo do Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro), que é arrecadado pelo Estado e repassado a Aprosoja-MT por meio do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Galvan chegou a constar no relatório da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o financiamento do agronegócio aos bloqueios de rodovias. Apesar disso, ele não foi indiciado como financiador.

Antônio Galvan pretende disputar mais uma vez o Senado Federal. Já Rosana Martinelli migrou para o MDB e disputará uma vaga na Câmara Federal.

O empresário chegou a reclamar na demora das investigações, alegando que nunca foi intimado nesses inquéritos. “Até hoje eu nunca fui intimado a nada. Ninguém me ouviu. E eu também não financiei nada. Apenas participei de alguns atos democraticamente”, alega.

Em 2021 ele alegou que foi voluntariamente à PF onde prestou depoimento mesmo sem ter tido acesso aos autos da investigação.

Publicidade

Publicidade