Política

Vereador bolsonarista chama colega de “baitola” durante sessão da Câmara de Cuiabá

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Durante a votação de um projeto de lei na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Rafael Ranalli (PL) esqueceu o microfone aberto e chamou o colega Daniel Monteiro (Republicanos) de “baitola”, durante a sessão da manhã desta terça-feira (19). A fala ocorreu após a leitura da proposta da presidente Paula Calil (PL).

Em seguida, Monteiro grita: “Valeu Jean Wyllys da Câmara”. No que é respondido por Ranalli. “Valeu, petista, cê não vai embora hoje? Cês não votaram pra ele ir embora? Vai embora, baitola!”, disse o parlamentar.

O comentário foi captado pelo sistema de som do plenário e rapidamente repercutiu nas redes sociais, gerando críticas e polêmica. Ao perceber que ainda estava com o microfone ligado, Ranalli reagiu com um “ai” e desligou o próprio equipamento.

Diante da repercussão, a assessoria do vereador divulgou nota nesta tarde negando qualquer intenção de ofensa e afirmando que a fala ocorreu em tom de brincadeira nos bastidores da sessão.

Segundo o posicionamento, a declaração aconteceu “em um contexto informal de bastidores e de brincadeira entre parlamentares que mantêm uma relação cordial e respeitosa dentro da Câmara Municipal de Cuiabá”.

A nota sustenta ainda que não houve intenção de discriminação ou ataque pessoal e destaca que os dois vereadores mantêm relação amistosa, inclusive com brincadeiras públicas recorrentes. O texto menciona que Ranalli costuma se referir ao colega como “meu canhota favorito”, apesar das diferenças ideológicas. 

Rafael Ranalli acumula uma série de controvérsias envolvendo a comunidade LGBTQIAP+ principalmente por projetos de lei e declarações públicas. Um dos principais episódios foi a criação de uma lei municipal que proíbe a participação de mulheres trans em competições femininas em Cuiabá, medida que motivou uma ação civil pública por suposta transfobia e dano moral coletivo, com pedido de indenização de R$ 400 mil.

Além disso, ele também virou alvo de críticas ao questionar a atuação de movimentos LGBTQIA+, sugerindo que haveria interesses financeiros por trás das ações judiciais contra ele, o que foi interpretado como tentativa de deslegitimar a pauta do movimento. Outras polêmicas incluem propostas legislativas diretamente voltadas a eventos e símbolos da comunidade.

O bolsonarista tentou proibir a presença de crianças na Parada Gay, justificando que o evento teria conteúdo impróprio, e também apresentou projeto para impedir o uso de símbolos cristãos nessas manifestações, prevendo até multa e suspensão de eventos. Mais recentemente, defendeu a proibição de bandeiras LGBTQIA+ em escolas, afirmando que “sexualidade não deve ser debatida” nesses espaços. 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O vereador policial federal Rafael Ranalli(PL) esclarece que a situação registrada durante a sessão desta terça-feira(19), envolvendo o vereador Daniel Monteiro(Republicanos), ocorreu em um contexto informal de bastidores e de brincadeira entre parlamentares que mantêm uma relação cordial e respeitosa dentro da Câmara Municipal de Cuiabá.

A expressão utilizada aconteceu em meio a uma troca descontraída entre os vereadores, sem qualquer intenção de ofensa, discriminação ou ataque pessoal. Ranalli e Daniel Monteiro possuem uma convivência parlamentar harmoniosa, marcada inclusive por brincadeiras públicas recorrentes entre ambos, fato conhecido pela própria imprensa. Nos bastidores da Câmara, o vereador Rafael Ranalli(PL) costuma se referir de forma carinhosa ao colega como “meu canhota favorito”, evidenciando a relação amistosa existente entre os dois parlamentares, apesar das diferenças ideológicas.

O vereador reafirma seu respeito ao colega Daniel Monteiro(Republicanos), bem como a todas as pessoas, e lamenta qualquer interpretação diferente do contexto real em que a fala ocorreu.

Rafael Ranalli(PL) 

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