Dino manda PF investigar suspeita de financiamento estrangeiro à campanha de Flávio; pedido teve participação de Renan Santos
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal abra inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro à campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de possível interferência de grandes plataformas digitais na eleição. Parte das suspeitas chegou à Justiça por representação de Renan Santos, candidato do Partido Missão à Presidência.
O que será investigado
Segundo a decisão, tomada na ADPF 1.178 e noticiada por veículos como Gazeta do Povo, Conjur e Jornal de Brasília, a PF vai verificar se houve repasse de dinheiro, cessão de pessoal ou outras vantagens à campanha de Flávio por meio da Rockbridge Network, organização conservadora dos Estados Unidos, com intermediação dos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang. A apuração também deve checar se houve contrapartidas ligadas a terras raras e minerais críticos.
Outra frente trata de conteúdos favoráveis ao senador impulsionados por perfis estrangeiros sem identificação de quem pagou, e de possíveis distorções de algoritmos de big techs, como a Meta, que teriam beneficiado ou prejudicado candidatos. Como pode haver participação de parlamentares, o caso vai tramitar em procedimento separado, sob supervisão do STF.
Pedidos do PT e do Missão
Os pedidos partiram da campanha do presidente Lula (PT) e de Renan Santos, do Missão. De acordo com a imprensa, Dino não aceitou o ingresso do PT como participante da ação, mas considerou relevantes os indícios apresentados. A abertura de inquérito não significa culpa: trata-se do início de uma investigação.
O outro lado
Flávio Bolsonaro nega irregularidades em sua campanha. Os empresários citados também negam ter cometido ilegalidades, e Tallis Gomes move ações judiciais contra Renan Santos. Até a publicação desta matéria, não havia manifestação específica do senador sobre a decisão de Dino.
Com informações de Gazeta do Povo, Conjur, Jornal de Brasília, Brasil de Fato e CartaCapital.
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