
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) revelou que dois nomes de peso podem migrar para o “ninho dos tucanos” em 2026 para disputar as eleições. Em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta quinta-feira (22), o parlamentar disse que o senador Jayme Campos e o irmão, deputado estadual Júlio Campos – ambos do União Brasil – estão em conversa com a nacional da sigla em Brasília.
“Júlio Campos me disse uma coisa, que já está ficando pública também porque ele já falou isso em vários lugares. Ele chegou um dia para mim e falou assim: Avallone, vamos estar juntos. Eu falei, ‘ué, como assim?’ Eu pensei que ele estava me convidando para ir para o União Brasil, todo mundo me convida para ir para os outros partidos, né?”, brincou o deputado.
No entanto, para a surpresa de Avallone, foi o contrário. O cacique político comentou que estaria tendo conversas com dirigentes da Cúpula Nacional do PSDB, em Brasília. “Ele falou, não, estamos conversando lá em Brasília, Jayme, eu, e podemos ir para o PSDB. Eu falei, você está conversando com quem? e ele disse que era com o Aécio Neves [presidente nacional]”, recordou.
Ainda de acordo com o parlamentar, Júlio Campos disse que além dele e do irmão, iriam mais dois deputados federais e quatro estaduais. O movimento pode ocorrer caso o União Brasil, presidido em Mato Grosso pelo governador Mauro Mendes, não abrace a pré-candidatura de Jayme Campos ao Governo, mesmo com ele já lançando um ‘jingle’.
Ocorre que Mendes já declarou apoio ao vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), embora reforce que esse posicionamento é pessoal e não de seu partido. Ainda assim, a estratégia do ‘clã’ dos Campos causa estranheza, considerando o histórico dos irmãos dentro do partido.
Jayme e Júlio nunca mudaram de sigla, que existe desde 1966, durante a ditadura militar como ‘Arena’, já foi o PFL durante a redemocratização, depois o Democratas, até que se juntou ao PSL formando o União Brasil. No momento, está em uma federação com o Progressistas (PP). “Eu consultei Brasília e o Aécio falou que viu na imprensa a informação. Ele está viajando e quando chegar aqui disse que vai ligar para todos para ver se tem essa conversa ou não. Portanto Ulysses Guimarães sempre teve razão, olhou para o céu e viu as nuvens, olhou de novo e viu que tá diferente. A política muda muito rapidamente. Imagina o que isso causa de mudança no cenário estadual”, refletiu Avallone.
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