Política

Jayme Campos garante disputa do Governo: “MT não é um fazendão”

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O senador Jayme Campos (União) reiterou que sua pré-candidatura ao Governo do Estado está a pleno vapor, afirmando que apenas seu filho morto e Deus o fariam recuar. Sem falsa modéstia, ele cravou que será o vencedor, pois a sociedade mato-grossense quer alguém que trabalhe para a maioria e não “meia-dúzia de barões que usufruem do erário público”. 

A declaração foi dada em entrevista ao portal RBT News, de Sorriso. “Só Deus e meu filho Jaiminho, se ele ressuscitar, que podem fazer eu recuar da minha candidatura. Vou disputar e vou ganhar. Vou mostrar que o povo de Mato Grosso não é refém de ninguém e quer um candidato que trabalhe para a maioria e não para meia dúzia que usufruem do erário público desse Estado”, declarou.

Durante a entrevista, Jayme também revelou que foi procurado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) em duas ocasiões para integrar uma chapa como candidato ao Senado. Segundo ele, a avaliação era de que ambos teriam chances de vitória caso estivessem juntos na mesma composição eleitoral.

Apesar disso, o senador criticou decisões tomadas, segundo ele, por um grupo restrito dentro da sigla. Jayme afirmou que a definição antecipada de nomes para a disputa majoritária teria ocorrido sem ouvir a base partidária. “Na medida em que se reuniram cinco pessoas e definiram que fulano é governador, beltrano vice e ciclano senador, esqueceram que o partido não é feito apenas por essas três pessoas. O partido é feito por vereadores, prefeitos, deputados estaduais e, sobretudo, pelos filiados”, disse.

O senador afirmou que se sentiu “escanteado” no processo e que, por isso, decidiu lançar sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Jayme lembrou que já foi governador, prefeito por três mandatos e senador por duas vezes, experiência que, segundo ele, lhe dá legitimidade para disputar novamente o comando do Palácio Paiaguás. “A minha combinação é com o povo de Mato Grosso. Não faço política de cúpula, que junta três ou quatro pessoas para definir o destino da população. Mato Grosso não é uma sociedade anônima e muito menos um fazendão”, afirmou.

Por fim, o parlamentar criticou o que chamou de “política de imposição”, defendendo que as decisões partidárias precisam ouvir a base e diferentes setores da sociedade.“Precisa ouvir todo mundo. Eu faço política ouvindo desde o mais humilde até o mais rico. Essa política de goela abaixo não prevalece, porque nada que é forçado obtém resultado positivo”, concluiu.

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