Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva de Santiago Peña, que segue detido em quartel
A Justiça do Paraguai decretou neste sábado (7) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, destituído pelo Congresso na sexta-feira (6) em meio à crise do Ueno Bank. A decisão é do juiz de Garantias especializado em Delitos Econômicos Humberto Otazú e atende a um pedido feito horas antes pelo Ministério Público paraguaio. Peña vai continuar detido no Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar em Assunção.
O que pesou na decisão
Segundo o ABC Color e o g1, o ex-presidente é investigado por lesão de confiança, como instigador, e por administração em benefício próprio, como autor. Na decisão, o juiz disse que é preciso garantir a permanência de Peña no país durante o processo. De acordo com o ABC Color, Otazú também considerou o risco de obstrução das investigações, por causa das informações a que Peña teve acesso como presidente sobre o caso Ueno Bank e sobre o crime organizado.
Na audiência, o ex-presidente preferiu não prestar depoimento. O juiz informou ainda que segue analisando o pedido do Ministério Público para bloquear os bens de Peña, segundo o g1. O Metrópoles informou que a promotoria também acusou formalmente o ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo no mesmo caso.
O que diz a defesa
O advogado de Peña, Ricardo Preda, afirmou ao ABC Color que não existe risco de fuga nem de obstrução, já que seu cliente não ocupa mais a Presidência. Ele disse que vai analisar a decisão escrita antes de decidir se recorre e sustentou que o processo vai terminar com o arquivamento definitivo do caso contra Peña, que, segundo a defesa, não teve participação nas operações do Ueno Bank nem nos depósitos de órgãos públicos no banco.
A prisão preventiva não é condenação: Peña segue com direito à defesa e é considerado inocente até decisão final da Justiça.
Com informações de ABC Color, g1 e Metrópoles.
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