Justiça Federal rejeita ação de improbidade contra Bolsonaro no caso Wal do Açaí
A Justiça Federal rejeitou a ação de improbidade administrativa em que o Ministério Público Federal (MPF) acusava o ex-presidente Jair Bolsonaro de manter uma funcionária fantasma no gabinete quando era deputado federal. A decisão é do juiz Rodrigo de Godoy Mendes, da 6ª Vara Federal no Distrito Federal, e foi tomada na quinta-feira (5). O MPF ainda pode recorrer.
O que dizia a acusação
O caso envolve Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí. Segundo o MPF, ela foi indicada em fevereiro de 2003 para o cargo de secretária parlamentar no gabinete de Bolsonaro, mas não exercia a função, e teria feito movimentações atípicas na conta bancária. O Ministério Público pedia o ressarcimento de R$ 280 mil aos cofres públicos.
O que decidiu o juiz
Para o magistrado, não ficou demonstrado que houve desvio da verba destinada ao salário da ex-secretária. Ele aceitou o argumento de que os saques em dinheiro vivo se explicam pelo fato de Walderice morar na Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), localidade sem agência bancária. Na sentença, o juiz escreveu que não há nos autos prova de repasse de dinheiro a Bolsonaro, de apropriação indevida ou de divisão do salário.
O juiz também considerou comprovado que Wal fazia trabalho de intermediação política em favor de Bolsonaro, ao mesmo tempo em que tocava uma pequena venda de açaí na frente do terreno da família. Segundo a decisão, as duas atividades não eram incompatíveis, porque o trabalho de assessoria parlamentar descentralizada não exigia dedicação exclusiva. Bolsonaro contestou as acusações de que a ex-assessora ocupava um cargo fictício e criticou a cobertura da imprensa sobre o caso.
Com informações de Agência Brasil e Gazeta do Povo.
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