
A sucessão pelo Palácio Paiaguás segue em clima de racha no ninho dentro do União Brasil. O governador e presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, chamou o senador Jayme Campos (União) na “chincha” e avisou que, se o correligionário insistir em disputar o Governo de Mato Grosso, a decisão será resolvida durante a convenção partidária.
Ou seja, a legenda irá decidir se terá candidatura própria ou não ao Governo na “voto a voto” dentro da sigla. Mendes disse que trabalha para emplacar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidato do grupo governista e não escondeu que pretende enfrentar Jayme caso o senador leve adiante o projeto de voltar ao comando do Estado.
Mauro está em vias de deixar o cargo para trabalhar na sua possível pré-candidatura ao Senado e defendeu que Jayme esteja na outra vaga ao Congresso Nacional. “O meu apoio é para o Otaviano Pevetta. Respeito o Jaime, mas ele pode ser candidato ao Senado. No União Brasil, ele vai ter que esperar e na convenção vamos disputar voto a voto. E o meu apoio, não tenha dúvida, vai ser do Otaviano Pivetta”, disse em entrevista nesta quinta-feira (12).
Mauro ainda derramou elogios a Pivetta ressaltando o perfil gestor do sucessor. “O cara mais preparado e que está há sete anos no Governo. Foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde. Olha a qualidade que tem o Lucas do Rio Verde. Não dá para comparar, né? Olha a qualidade do que ele pode oferecer para o nosso Estado”, defendeu.
A declaração dá sinais de uma disputa interna dentro do partido, que já vinha sendo costurada nos bastidores. De um lado, Mendes articula para consolidar Pivetta como herdeiro político do grupo que hoje comanda o Estado.
Do outro, Jayme Campos avisa que não aceita ser empurrado para fora do páreo. Em entrevista ao portal RBT News, o senador garantiu que sua pré-candidatura está mantida e que só um milagre o faria desistir da corrida pelo Governo.
“Só Deus e meu filho Jaiminho, se ele ressuscitar, que podem fazer eu recuar da minha candidatura. Vou disputar e vou ganhar. Vou mostrar que o povo de Mato Grosso não é refém de ninguém e quer um candidato que trabalhe para a maioria e não para meia dúzia que usufruem do erário público desse Estado”, disse o veterano na ocasião.
Nessa briga pelo poder, deputado estadual Júlio Campos, irmão de Jayme, surge com mais combustível. Ele afirmou que não descarta pedir intervenção do diretório nacional do União Brasil caso a vontade da maioria da convenção estadual não seja respeitada. “A maioria quer candidatura própria do senador Jayme Campos. Agora, se houver necessidade de uma força maior, nós iremos acionar e o diretório estará conosco”, avisou.
Leave a Reply