Pivetta defende fim das emendas parlamantares: “caldo mal cheiroso”

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) detonou o modelo de emendas parlamentares nesta quarta-feira (24) e afirmou que os recursos “somem e evaporam”, sem deixar resultados estruturantes nos municípios. Em entrevista à Rádio Jovem Pan nesta quarta-feira, Pivetta foi enfático ao criticar o mecanismo. “Você anda em toda e qualquer cidade e não vê nada estruturado. Você não vê uma obra que seja produto de emenda parlamentar. Some tudo. Evapora tudo”, disparou.
Ele ainda reforçou que é contrário ao modelo. “Na minha convicção, não é opinião, convicção. Executivo é para executar. Legislador é para legislar e fiscalizar. O resto tudo é invenção”, emendou.
O gestor também afirmou que esse tipo de prática contribuiu para distorções no país. “Está criando todo esse caldo mal cheiroso que existe no Brasil hoje. Então, conceitualmente, é isso. Esculhambaram o Brasil”, detonou.
Durante a entrevista, Pivetta relembrou o período em que foi deputado estadual entre 2007 e 2010, quando o governo de Mato Grosso era comandado por Blairo Maggi (PP). Segundo ele, à época fez uma indicação de recurso para Chapada dos Guimarães. “Eu fiz uma indicação, na época, e o Blairo mandou R$ 400 mil para a Chapada fazer o plano diretor da cidade. E, pelo que eu sei, o prefeito da época não fez o plano diretor. Não sei onde foi parar os R$ 400 mil”, expôs.
O Plano Diretor de Chapada dos Guimarães acabou sendo aprovado em 2010, já durante a gestão do então prefeito Flávio Daltro (PSDB). Ainda assim, Pivetta disse não ter conhecimento sobre a destinação final do recurso citado por ele.
O governador também afirmou que, durante sua atuação como prefeito no passado, não havia esse tipo de prática. “O tempo que eu fui prefeito, eu nunca ouvi falar em emenda. Não existia. Essa emenda é um fenômeno relativamente novo”, recordou.
