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PL descarta vereador de Cuiabá ao Senado e buscará alianças em Mato Grosso

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, disse que dificilmente o partido terá uma “chapa pura” nas eleições majoritárias ao Governo e ao Senado em 2026 e por isso, o vereador Rafael Ranalli (PL) deve ficar no “banco de reservas” numa eventual candidatura ao Senado. Segundo o dirigente, apesar de ter capacidade de caminhar sozinho, a sigla não será prepotente. 

“Dificilmente teremos a prepotência de lançar uma chapa pura com candidaturas de senador e governador na eleição do ano que vem. Ele (Ranalli) tem a legitimidade de postular e já disse: estou de chuteira aqui e estou pronto, mas ele vai ficar no banco de reservas, com certeza. Não vamos abrir mão de priorizar um projeto que já está planejado, que é José Medeiros candidato à vaga de Senado para a eleição do ano que vem”, disse Ananias à TV Vila Real nesta quarta-feira (12).

Ranalli se lançou ao Senado nesta semana após uma troca de farpas entre o governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O gestor teria o apoio do ex-mandatário para ocupar a segunda vaga, tendo em vista que a primeira será do deputado federal José Medeiros (PL). 

Mas segundo o vereador, em defesa do próprio filho, Jair deveria retirar o chefe do Paiaguás do lugar. “O importante é isso, fazermos a discussão dentro do partido. O que a gente abomina e a gente não aceita é palpiteiros que são fora do PL, que vêm dar palpite dentro das articulações do PL. E, todo mundo bem claro, eu sigo a hierarquia do nosso presidente nacional, Valdemar da Costa Neto, tenho muita convicção e tranquilidade de discutir com ele a todo momento”, ponderou. 

Questionado se a troca de farpas entre Mendes e o filho de Bolsonaro, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) poderia rachar a direita e afastar de vez a possibilidade ventilada de que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se filiaria ao PL, Ananias disse que a discussão é muito superficial. “Houve esse comentário e essa discussão bem superficial nesse primeiro momento, mas da parte do Otaviano Pivetta, ele falou que não tinha nenhum posicionamento de vir para o PL”, minimizou.

O convite para Pivetta se filiar ao PL foi feito pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), após um jantar reunir nomes de peso na política mato-grossense e lançar o vice ao Paiaguás, em julho deste ano. Ananias destacou que se de um lado a esquerda tem o Partido dos Trabalhadores (PT) como representante, quem representa a direita no Brasil é apenas o PL. 

“O PL não tem dificuldade também de sair sozinho. Nós temos convicção que nós fizemos o dever de casa lá atrás e conseguimos captar o pensamento da população de Mato Grosso em cima de um planejamento estratégico do Partido Liberal. Hoje, quem conhece a casa da direita, as ideias da direita sabe onde estão essas ideias, que é no PL. Se de um lado da esquerda tem um partido, quem representa a direita é o PL. E de 2018 para cá, quem fica em cima do muro com um pé em duas canoas não tem espaço em lugar nenhum no Brasil”. 

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