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Primeira-dama protagoniza bate-boca com vereador da oposioção na Câmara de Cuiabá

A derrubada do veto do prefeito Abilio Brunini (PL) ao projeto de lei sobre a prioridade na matrícula nas instituições públicas de ensino para crianças e adolescentes em acolhimento institucional, de autoria da vereadora Maysa Leão (Republicanos) virou motivo de bate-boca entre a primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL) e Jeferson Siqueira (PSD), de oposição nesta quinta-feira (25). Em dado momento, a esposa do gestor pediu para que o colega “largasse do pé dela”.

“Nosso parecer é pela rejeição do veto e por acaso eu conversei com o prefeito e foi um veto técnico considerando que o próprio prefeito enviou para esta casa o projeto de Família Acolhedora, que mostra que existe atenção do Executivo para o acolhimento e por isso não faria sentido o veto dessa matéria a não ser se fosse por razões técnicas”, explicou Samantha. 

Ela então pediu pela derrubada uma vez que o prefeito justificou que o veto se deu pelas tais “razões técnicas”. “Ele concorda com o projeto, eu também. Nós na CCJ encontramos as razões para a rejeição do veto considerando que é uma matéria que não gera despesa. Eu acredito que como já tivemos essa conversa, gostaria de solicitar aos colegas que mantivessem a rejeição do veto como próprio pedido do prefeito”, pediu.  

Com a palavra, Jeferson disse que Abilio se contradiz por vetar projetos importantes para a população. Segundo ele, o argumento é sempre “questão técnica” e questionou Samantha sobre quais eram as razões técnicas para que o veto ocorresse. “Vamos ser mais claros com a população, para que eles entendam que posicionamentos são esses”. 

Paula Calil (PL) explicou que quando o Executivo veta uma proposta, as justificativas são apresentadas no próprio projeto. “O senhor tem acesso a essas informções, o senhor pode entrar e ver, eu respeito sua fala e estou te explicando, mas Samantha fará o esclarecimento”, avisou. 

“Vou explicar para a população até porque eu acredito que o vereador que diz já ter feito parte da CCJ sabe o que é uma questão técnica. O caso trata de vício de iniciativa, essa matéria não é de competência do Legislativo e a CCJ superou essa questão e votou pela rejeição do veto, mas o senhor gosta muito de questionar a comissão”, disse Samantha.

Jefferson tentou interromper e levou uma “chamada de atenção” de Paula. “Vereador, ela está explicando, quando o senhor falou ninguém o interrompeu, por favor. Ela está respondendo ao senhor, a população e todo mundo que quer saber. Eu gostaria que o senhor deixasse ela falar”, pediu a presidente. 

Foi então que a ‘vereadama’, na tréplica’, mandou o opositor ler o projeto e parar de “pegar no pé” dela e da CCJ. “Eu sugiro que o senhor leia, já que tem acesso e como eu falei anteriormente, não sou relatora do parecer, mas eu li o relatório e eu concordei com o relatório enquanto membro da CCJ e por isso estou me posicionando. Mas o senhor tem uma insistência permanente em pegar no meu pé e da CCJ”, disparou. 

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