
Após sinalizar que pode deixar o União Brasil caso seja “seja tocado na cotovelada” na disputa pelo Governo de Mato Grosso, o senador Jayme Campos afirmou ser um político de centro e destacou sua boa relação com nomes de diferentes espectros ideológicos, entre eles, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e figuras do PT como os deputados estaduais Lúdio Cabral, Valdir Barranco e a ex-deputada federal Professora Rosa Neide. “Olha, eu sou de centro. Na verdade, sou daquele que é bom para o Brasil”, disse o senador durante entrevista ao programa Resumo do Dia, na noite de segunda-feira (27).
“Esse jargão que inventaram, de esquerda e direita, acho que na prática é muito pouco. Eu me relaciono bem com todos. O próprio Lúdio, há pouco tempo, declarou ‘temos simpatia por Jayme Campos. É um homem respeitado, médico, deputado, e isso é bom para o debate político”, completou.
Jayme também falou o convívio cordial com Rosa Neide (PT), a quem reencontrou recentemente em um aeroporto. “Você não pode demonizar A, B ou C. Tem que trabalhar com respeito e confiança”, afirmou.
PSD
O senador voltou a comentar ainda que recebeu convite direto do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para se filiar ao partido e eventualmente disputar o Governo de Mato Grosso pela legenda. Segundo Jayme, o convite foi feito em tom de cortesia. “Fiquei muito honrado com o convite. Ele me disse: se você não estiver bem acomodado no União Brasil, seja bem-vindo ao PSD. Receberemos você aqui com o tapete vermelho. Eu disse a ele que estou tranquilo, de boa, mas foi gratificante”, relatou.
Apesar da oferta, Jayme garantiu que, por ora, segue no União Brasil. “Nesse momento, não vejo motivo para deixar o partido. Estou confortável, mas política é diálogo, é construção”, afirmou.
Durante a entrevista, o ex-governador e ex-prefeito de Várzea Grande voltou a reafirmar que pretende disputar o Palácio Paiaguás em 2026, mas que não aceitará ser isolado internamente. “Estou construindo a possibilidade de uma candidatura. Eu não posso ser candidato de mim mesmo. Tenho que ter apoio da população. Faço política de baixo pra cima, buscando apoio e construindo um arco de alianças”, disse.
O senador também reconheceu que o governador Mauro Mendes (UB) já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas fez questão de frisar sua independência. “O Mauro foi claro comigo: tem compromisso com o Pivetta. E eu disse a ele que também apoio quem eu quiser. Eu não sou um João qualquer, não sou Maria vai com as outras, não sou vira-lata”, declarou.
Nos bastidores, Jayme tenta articular um bloco político alternativo ao grupo de Mendes e Pivetta. Ele está em diálogo com o senador Wellington Fagundes (PL) e a deputada Janaina Riva (MDB) cotada para disputar o Senado em uma eventual chapa encabeçada por ele.
Com o calendário eleitoral se aproximando e a janela partidária marcada para abril de 2026, o senador reforça que manterá sua autonomia. “Se eu sentir que vão me dar uma rasteira, como fizeram com o Wellington, eu mudo de partido. De mim ninguém vai fazer picadinho. Tenho maturidade suficiente para saber o que é bom. Se não tiver espaço, sei muito bem o rumo que vou tomar”, concluiu.
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