
A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) se manifestou sobre o boletim de ocorrência registrado pela diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande, Larissa Malheiros, por difamação contra os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Demilson Nogueira (PP). A dupla teria acusado a profissional de clonar o telefone de Baixinha Giraldelli e vazar áudios que detonavam veículos de imprensa e suposto acordo entre os parlamentares para “venderem” férias ao Legislativo.
Baixinha chamou de “covarde” um “jornalista misterioso” que cobrou um almoço durante evento no Pedra 90 para dedurar a situação e disse que o Demilson caiu no “conto do vigário”. “Fala-se tanto sobre as mulheres e eu fui exposta numa reunião com quase 20 vereadores e me acusaram de ter o celular clonado. Todos falaram que acreditavam em mim. Eu falei que ia falar com a Larissa e infelizmente não tinham provas. Fico sentida do meu amigo Demilson cair no conto do vigário. Queria que esse jornalista que falou pro Demilson que fosse homem e mostrasse a prova”, desafiou.
Larissa trabalhou por quase um ano com Baixinha como assessora na Câmara de Cuiabá. Baixinha disse que Demilson caiu no conto do vigário de um “jornalista misterioso” que, durante um evento na região do Pedra 90, cobrou um almoço para revelar quem teria vazado o áudio do próprio vereador e do colega Jefferson Siqueira (PSD).
Baixinha disse que ficou magoada com toda a situação, principalmente pela exposição na frente dos demais colegas e que ninguém pensou nela e no psicológico de outra mulher. “Vocês não sabem o que senti. Acusar sem prova é difícil. Ninguém pensou na profissional e na minha pessoa que sempre trabalhou a vida inteira. Aí vamos falar sobre justiça para as mulheres… a mulher não é só matar, bater, vocês já pensaram o psicológico de cada pessoa ao acusar sem prova?”, indagou.
Segundo ela, Malheiros tentou diálogo com os parlamentares, mas não foi ouvida. “Avisei todos os vereadores. Larissa veio aqui e pediu reunião com vocês e não fizeram. O Demilson eu respeito e considero, mas poderia ter chegado pra mim primeiro e não me exposto na frente de todos os vereadores. Me senti numa armação”, acusou.
Novamente, Giraldelli afirmou que não divulgou áudio algum, tampouco teve o celular clonado. “Sei que muitos não gostam de mim, falam que eu falo demais, mas é que a verdade dói. Mas eu não ia ficar calada, eu não passei áudio para ninguém, meu celular não foi clonado. Queria provas. Esse jornalista que fez Demilson cair no conto do vigário deveria mostrar as provas”, disse.
Ela elogiou a postura e coragem da jornalista por denunciar o caso na Polícia Civil e levá-lo à Justiça. “Eu avisei que da minha parte não faria nada, mas não me responsabilizaria pelos atos da Larissa, a quem parabenizo pela coragem de denunciar. A prova é a melhor coisa que tem para acabar com essa história. Covarde se esconde atrás de mentira, não quer saber de nada, se a pessoa tem depressão ou não. Eu fiquei magoada sim, sempre respeito todos aqui, temos nossas diferenças de posicionamento e tal, mas eu nunca faria isso. Me senti jogada na boca do leão”, desabafou.
Já o vereador Ilde Taques amenizou o caso. “Citaram meu nome aí que eu acusei uma jornalista por ter vazado os áudios aqui da Câmara. Eu quero falar que em momento algum eu falei o nome dela, em nenhuma entrevista, não sei nem o nome, nem conheço. O que falei é que a Câmara já sabia quem tinha vazado, mas que eu não sabia. Acho que essa pessoa está equivocada. Se teve alguém que acusou, que mostre provas, mas acho que isso não vai dar em nada, porque ninguém acusou ela formalmente, publicamente, mas queria registrar isso aqui no grande expediente”, disse Ilde.
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