PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado, e senador defende saída de Flávio do país
O PL lançou nesta quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, como candidato à presidência do Senado no biênio 2027-2028. O anúncio foi feito depois de uma reunião da sigla em Brasília. Segundo o Poder360, Marinho disse ter sido escolhido por 33 senadores presentes na reunião.
Alcolumbre é o principal adversário
O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula a reeleição e deve ter o apoio do governo Lula. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também se movimenta para entrar na disputa. Marinho disse que ela “tem toda legitimidade para ser candidata” e que, “no momento oportuno”, a oposição vai se unir em torno de um nome só.
O PL terá a maior bancada do Senado em 2027, com 29 senadores. De acordo com a Gazeta do Povo, o Novo vai apoiar Marinho formalmente, e aliados contam com votos de dissidentes do Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD para chegar aos 41 votos necessários. A eleição é secreta e acontece no início de fevereiro.
Defesa de Flávio
No encontro, Marinho ficou com a voz embargada ao falar de Jair Bolsonaro e de Flávio. Segundo o Poder360, ele disse que Flávio tomou uma “decisão difícil” ao deixar o país com a família, afirmou que o senador recebeu mais de 3.000 ameaças durante a campanha e disse que ele foi alvo de uma reação desproporcional da Polícia Federal minutos depois da confirmação do resultado da eleição, num processo que chamou de “enviesado”.
Flávio saiu do Brasil pela Argentina em 27 de outubro, um dia depois de ser intimado a entregar os passaportes por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação ligada ao advogado Willer Tomaz. Os passaportes foram cancelados depois.
Com informações de Poder360, g1 e Gazeta do Povo.
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