Randolfe pede anulação do voto de Flávio dado dos EUA, e Alcolumbre diz que vai analisar o caso
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta quarta-feira (4) que vai avaliar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode continuar votando a partir dos Estados Unidos, para onde se mudou com a família na semana passada. A resposta veio depois de uma questão de ordem do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que pediu a anulação do voto dado por Flávio na terça-feira (3), na aprovação da PEC da Segurança Pública.
O que diz o regimento
Randolfe quer saber se Flávio comunicou oficialmente ao Senado que estava fora do país. Segundo a Agência Senado, o artigo 39 do Regimento Interno obriga o senador a avisar a Presidência sempre que se ausentar do Brasil, informando por quanto tempo. O artigo 40 trata de missões oficiais com custo para a Casa, que dependem de autorização do plenário.
“Eu não quero censurar nem vetar o voto de ninguém, mas veja que caso curioso: ele pede exílio alegando viver em uma ditadura, mas quer, lá dos Estados Unidos, participar dos debates do Parlamento dessa ‘ditadura’”, disse o petista, que também chamou a saída de Flávio de “ato de covardia”.
Resposta de Alcolumbre
Alcolumbre explicou que o voto remoto foi possível porque a sessão de terça havia sido convocada no formato semipresencial. “Vou convocar nossos assessores para avaliar, à luz dos regimentos do Senado Federal e do Congresso Nacional, qual encaminhamento poderemos dar à questão de ordem”, afirmou. Não há prazo para a decisão.
Flávio deixou o Brasil depois de ter os passaportes retidos por ordem do ministro Alexandre de Moraes e diz ser alvo de perseguição. A PF investiga as circunstâncias da saída. Até a publicação, as reportagens consultadas não traziam resposta do senador ao pedido de Randolfe.
Com informações de Gazeta do Povo e Agência Senado.
📩 Receba as notícias do TMP no seu e-mail: assine a newsletter.

