Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação contra grupo que arrombava caixas eletrônicos com lança térmica em Cuiabá e VG

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Círculo Vicioso contra um grupo interestadual suspeito de arrombar caixas eletrônicos com lança térmica em Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, são 74 medidas judiciais, entre elas 10 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, cumpridas em Cuiabá, Rondonópolis, Joinville (SC) e São Luís (MA).

Seis ataques em quatro meses

Segundo a Polícia Civil, a investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) começou depois de um furto na madrugada de 21 de janeiro, em um caixa instalado num supermercado do bairro Praia Grande, em Várzea Grande. Naquele ataque, mesmo com o sistema que mancha as notas de tinta, foram levados R$ 105 mil. Os policiais ligaram o caso a outros cinco furtos com o mesmo modo de agir, cometidos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026: parede arrombada, lona para esconder o clarão da lança térmica e cofre cortado.

Notas “lavadas” e depósitos picados

De acordo com a investigação, o grupo tinha núcleos separados para executar os furtos, limpar a tinta de segurança das cédulas com produtos químicos e receber o dinheiro. As notas eram depositadas aos poucos em várias agências, prática conhecida como smurfing, para esconder a origem. Parte dos suspeitos mora em Santa Catarina e viajava a Mato Grosso para os ataques; a polícia também aponta ligação dos investigados com crimes anteriores no Rio de Janeiro e em Alagoas.

A Justiça, pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá, autorizou ainda 15 quebras de sigilo bancário, 18 acessos a celulares e outros aparelhos e o bloqueio de até R$ 239.980,52 dos investigados, valor do prejuízo calculado em quatro dos furtos. A ação tem apoio das polícias civis de Santa Catarina e do Maranhão e da Polícia Rodoviária Federal.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos alvos, que são investigados e não foram julgados. Por isso, não foi possível ouvir as defesas até a publicação.

Com informações da Polícia Judiciária Civil de MT, do RDNews e do Olhar Direto.

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