Brasil

Promessas de Lula na reta final da campanha custam até R$ 45,6 bilhões em 2027; reajuste do Bolsa Família não estava no Orçamento

2 min de leitura
Compartilhar

As medidas anunciadas pelo presidente Lula (PT) na reta final da campanha à reeleição podem custar até R$ 45,6 bilhões no Orçamento de 2027, segundo estimativa da Folha de S.Paulo citada pela Gazeta do Povo. Entre elas estão o reajuste do Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia, o Desenrola e o Prospera MEI. O valor inclui novas despesas e receitas que o governo deixará de arrecadar.

Bolsa Família fora da conta

O caso mais visível é o do Bolsa Família. O aumento anunciado do piso do benefício, de R$ 600 para R$ 691, tem custo extra estimado em R$ 22,7 bilhões no ano que vem e não constava da proposta orçamentária. Para abrir espaço, a equipe econômica prevê remanejar cerca de R$ 20 bilhões e estuda ampliar o contingenciamento, sem dizer quais áreas seriam atingidas, segundo a reportagem.

Segundo a CNN Brasil, o governo também avalia mudar a chamada “porta de saída” do programa, que permite à família continuar recebendo parte do benefício por um tempo depois que alguém da casa consegue emprego formal. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que o programa segue funcionando sem redução de benefícios, mas confirmou que há revisão de regras.

Contas no vermelho

As promessas chegam num momento de aperto fiscal. O déficit primário do setor público somou R$ 101,9 bilhões nos 12 meses até setembro, o equivalente a 0,97% do PIB, e a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB, segundo o Banco Central. O Orçamento de 2027 prevê superávit de R$ 18,6 bilhões. Economistas ouvidos pela Gazeta do Povo, como Paulo Tafner (FGV), avaliam que, sem cortes ou aumento de receita, o governo corre o risco de não cumprir o que prometeu, o chamado “estelionato eleitoral”.

O que diz o governo

Em vídeo publicado no domingo (1º), Lula afirmou que “nenhum programa social será extinto” e que “tudo aquilo que foi prometido na campanha, pode ficar certo que vai acontecer”. Ele disse que a extrema direita espalhou “fake news” sobre o fim dos programas, mas, segundo a Gazeta do Povo, não especificou quais programas novos podem surgir, quais benefícios serão ampliados nem quando.

Com informações de Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Poder360 e Banco Central.

📲 Compartilhar no WhatsApp

📩 Receba as notícias do TMP no seu e-mail: assine a newsletter.

Publicidade

Publicidade