Em live nos EUA, Flávio diz que saiu por “perseguição”, contesta eleição sem provas e fala em disputar antes de 2030
Nos Estados Unidos desde a última quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma transmissão ao vivo no Instagram nesta sexta-feira (30) para explicar por que deixou o Brasil. Ele disse que saiu por causa de uma “perseguição” que “começou ainda antes do que eu imaginava”, voltou a questionar sem provas a vitória de Lula no segundo turno e afirmou que pretende disputar a Presidência de novo antes de 2030.
“Não é sinal de fraqueza”
Segundo o relato do senador, a decisão de viajar foi tomada com a mulher, Fernanda, “sem ninguém saber”, depois que agentes da PF o informaram, na segunda-feira (26), que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a apreensão de seus passaportes. Ele não deu detalhes de como saiu do país. “Isso não é nenhum sinal de fraqueza, não, gente. Eu posso ser tudo menos burro”, disse. Segundo a France 24, ele também afirmou: “Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”.
Eleição contestada sem provas
Na live de cerca de 15 minutos, Flávio chamou o resultado de “matematicamente impossível” e comparou supostas irregularidades a “gols de mão” que o VAR não anulou, sem apontar quais seriam nem apresentar provas. Ele perdeu o segundo turno de 25 de outubro, e o resultado foi proclamado pela Justiça Eleitoral. Sobre disputar de novo, afirmou: “Eu não estou falando de 2030, não, eu estou falando de antes disso”. Pela lei, só haveria nova eleição antes do prazo se a chapa eleita fosse cassada pela Justiça Eleitoral, e não há decisão nesse sentido.
Senado como “trincheira”
O senador anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado e pediu que apoiadores pressionem os parlamentares eleitos. “A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal”, disse. Ele também agradeceu aos cerca de 60 milhões de eleitores que votaram nele.
Flávio é investigado pela PF e teve os passaportes cancelados por ordem de Moraes. A saída pela Argentina levou o Itamaraty a convocar, na quinta-feira (29), a encarregada de negócios argentina, María Emilia Cortés, para dar explicações.
Com informações de Rede 98, France 24 e ABC News.
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