Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil, diz Reuters
O governo de Donald Trump não pretende apoiar a pretensão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser reconhecido como líder legítimo do Brasil, segundo reportagem da agência Reuters publicada nesta sexta-feira (30). A informação foi dada à agência por uma autoridade dos Estados Unidos e por outra pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato.
De acordo com essas fontes, Trump não tem, por ora, planos de apoiar as ambições políticas de Flávio, embora o governo americano tenha permitido a entrada dele no país. As mesmas fontes ressalvaram que o presidente pode mudar de ideia.
Entrada nos EUA com “parole humanitária”
Ainda segundo a Reuters, o secretário de Estado, Marco Rubio, recomendou a Trump que autorizasse a entrada do senador, o que foi aprovado. Flávio, a mulher e as duas filhas receberam na fronteira a chamada “parole humanitária”, um status temporário concedido em casos de urgência humanitária ou de interesse público relevante. A agência relata ainda que Jason Miller, assessor de Trump próximo da família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo que saiu da Argentina, informação também publicada pelo jornal The New York Times.
Uma terceira autoridade americana disse à Reuters que o capital político de Flávio diminuiu com o autoexílio. Derrotado por Lula no segundo turno, o senador publicou na quarta-feira (28) uma carta em que se dizia “presidente eleito”; depois apagou o texto e o substituiu por outro em que se apresenta como “líder” legítimo do país, sem reconhecer o resultado da eleição.
Outro lado
Segundo a Reuters, a Casa Branca encaminhou o pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu. Um representante de Flávio Bolsonaro e o governo brasileiro também não se manifestaram à agência. No Brasil, a Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída do senador do país, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a entrega de seus passaportes.
Com informações de Reuters, CNN Brasil e Agência Brasil.
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