Justiça mantém prisão de Sérgio Ricardo, que vai para o Bope; PF pede bloqueio de R$ 145 milhões
A Justiça manteve, na tarde desta quinta-feira (29), a prisão preventiva do presidente afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, e dos outros cinco presos na Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal. Depois da audiência de custódia, o conselheiro foi levado ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá. Na investigação, a PF pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o bloqueio de cerca de R$ 145 milhões em bens dos investigados.
Sala de Estado-Maior
Por ser conselheiro, Sérgio Ricardo tem as mesmas prerrogativas de um desembargador e fica em sala de Estado-Maior, separado dos presos comuns. A regra define só o local da custódia e não impede a prisão. Segundo a imprensa local, Roseli Loss, servidora ligada à Presidência do tribunal e também presa na operação, foi levada para o presídio feminino Ana Maria Couto May.
Os números da investigação
De acordo com reportagens do Olhar Direto e do Muvuca Popular, a PF classificou como suspeitas movimentações de cerca de R$ 75,8 milhões em 294 dias de 2025. Na decisão que mandou prender o conselheiro, o ministro Og Fernandes, do STJ, cita 150 saques em dinheiro vivo nas contas de Sérgio Ricardo, que somam cerca de R$ 15,6 milhões entre janeiro e outubro de 2025. O pedido de bloqueio de R$ 145 milhões é uma medida para garantir eventual ressarcimento e não equivale a prejuízo comprovado. Segundo a PF, a extensão dos desvios ainda não foi totalmente identificada.
TCE sem sessões
Com o afastamento de Sérgio Ricardo e dos conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar, o vice-presidente Waldir Teis assumiu interinamente o comando do tribunal e prometeu “responsabilidade e serenidade”. Ele suspendeu o expediente e os prazos processuais de quinta-feira e cancelou a sessão plenária prevista para a próxima terça-feira (3), alegando necessidade de reorganização. Só três dos sete conselheiros titulares seguem no cargo. Os conselheiros substitutos Luiz Henrique Lima, Isaías Lopes da Cunha e Luiz Carlos de Azevedo Costa Pereira são apontados como possíveis convocados para completar o Plenário, o que depende de ato da Presidência. O STJ deu cinco dias para o TCE informar a nova composição.
O que diz a defesa
Segundo a imprensa local, o advogado Saulo Gahyva, que defende Sérgio Ricardo, disse que vai recorrer para tentar reverter a prisão. Os investigados não foram denunciados nem condenados; a prisão preventiva é uma medida cautelar.
Com informações de Olhar Direto, Muvuca Popular, RDNews, HNT, FTN Brasil, LeiaAgora, RepórterMT e FolhaMax.
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