fbpx

MBL ingressa com ação para tirar Neri Geller da transição de Lula

Início » MBL ingressa com ação para tirar Neri Geller da transição de Lula

Um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) em Rondonópolis (212 Km ao sul de Cuiabá), Hugo Basaglia ingressou com uma ação na Justiça Federal para suspender a participação do deputado federal Neri Geller (PP) na equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ação protocolada nessa segunda-feira (28), o MBL afirma que a presença do parlamentar mato-grossense fere o princípio da moralidade da administração pública. “Qualquer nomeação para compor a equipe de transição ou futuro ministério deverá ser obstada, por imoralidade, conforme disposto no art. 37 da Constituição Federal, já que há fato objetivo que obsta que o Réu seja candidato – e não faz sentido impedir que ele integre o Poder Legislativo e, ao mesmo tempo, permitir que integre o Poder Executivo”, diz um trecho do documento que é assinado por outros membros da entidade.

O documento afirma que Geller teve o mandato cassado e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornou inlegível pelos próximos 8 anos. A ação ainda inclui o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) e o atual chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), já que ambos são responsáveis pelas nomeações da equipe de transição.

Neri Geller vem atuando no Grupo de Trabalho da Agricultura na  transição e é um dos nomes cotados para se tornar ministro de Lula, já que participou da campanha do presidente eleito representando o setor, além de ter atuado no cargo em 2014 durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Apesar do pedido, Neri Geller aguarda o julgamento do recurso no TSE que pode reverter a sua situação. E, apesar da cassação, o deputado não está proibido de assumir nenhum cargo na esfera pública.

Neri Geller foi cassado no dia 23 de agosto por unanimidade pelo TSE por abuso de poder econômico nas eleições de 2018. O julgamento ocorreu em Brasília. Com a decisão, o parlamentar foi declarado inelegível por 8 anos. A principal acusação é de que ele teria feito ‘triangulação financeira’ com o filho, para captar doações de empresas para financiar sua campanha em 2018.

Leave a Reply

Your email address will not be published.