Judiciário

TJ caça ex-servidor que chamou Janaina Riva de “filha de bandido”

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Após o ‘sumiço’ do ex-servidor Deliandsom Milton da Silva que é acusado de atacar a deputada estadual Janaina Riva (MBB) com áudios de conteúdo sexual,  o juiz Moacir Rogério Tortato determinou a realização de diligências em sistemas oficiais para encontrar o paradeiro do investigado e viabilizar sua citação no processo. A medida consta em decisão puublicaa na última sexta-feira (10).

“Determino a realização de pesquisas de endereços do querelado nos sistemas informatizados disponíveis a este Juízo, como o SIEL  Sistema de Informações Eleitorais] e congêneres, a fim de viabilizar sua localização”, diz o magistrado. Ele ainda estabeleceu que, caso um endereço atualizado seja encontrado e as custas recolhidas, deverá ser expedida a citação. Se as buscas não tiverem sucesso, a parte autora será intimada para se manifestar em até cinco dias.

Conforme queixa-crime apresentada por Janaina, filha do ex-deputado estadual José Riva, contra Deliandsom Milton da Silva, então servidor da Prefeitura de Rondonópolis. Segundo a denúncia, no dia 6 de novembro de 2025, ele gravou dois áudios enviados a um terceiro identificado como “Jota”, nos quais fez ataques diretos à honra da parlamentar.

Na peça, a defesa afirma que o acusado “imputou à querelante fatos desabonadores à sua reputação, com expressões de cunho sexual e ofensivo”. Em seguida, teria reforçado os ataques, chamando-a de “parachoque da esquerda” e “filha de bandido”, entre outras ofensas.

A queixa foi recebida pelo Judiciário, que reconheceu a presença de elementos mínimos para abertura da ação penal. Na decisão, o juiz Valter Fabrício Simioni da Silva verificou a existência de elementos mínimos de informação que justifiquem o início do processo penal.

A parlamentar também informou que não tem interesse em acordo com o acusado. Conforme registrado, pediu a dispensa da audiência de conciliação “considerando o total desinteresse na conciliação sobretudo em razão da gravidade dos fatos descritos nesta queixa-crime”.

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